
Encontro no Sinpeem consolida frente contra privatizações e terceirizações e prepara ato em defesa dos serviços públicos para 28 de agosto
O Sinpeem reuniu, na última sexta-feira, 7 de agosto, representantes sindicais, estudantis e populares, consolidando a Frente em Defesa da Educação e dos Serviços Públicos.
Durante o encontro, participantes discutiram estratégias contra privatizações e terceirizações atribuídas às gestões estadual e municipal, além de organizarem uma ampla jornada de mobilização popular.
Como encaminhamento, as entidades aprovaram um ato para 28 de agosto, às 14 horas, diante do Masp, na Avenida Paulista, região central da capital paulista.
Além disso, a mobilização pretende defender o acesso da população, especialmente das parcelas vulneráveis, à educação pública, saúde, transporte e serviços essenciais oferecidos pelo Estado.
Segundo os organizadores, projetos estaduais e municipais ampliam a participação privada em serviços estratégicos, enquanto reduzem responsabilidades diretas do poder público no atendimento à população.
No âmbito estadual, a Frente critica privatizações, concessões, parcerias público-privadas nas escolas, venda da Sabesp e possíveis cortes de recursos destinados às políticas sociais estaduais.
Já na capital, as entidades questionam terceirizações na educação infantil, saúde e assistência social, além da transferência crescente de atividades municipais para organizações e empresas.
Desvalorização dos servidores
Os participantes também relacionam esse processo à desvalorização dos servidores e à precarização das condições trabalhistas, fatores que, segundo eles, prejudicam serviços oferecidos aos cidadãos.
Por isso, a Frente pretende ampliar debates nas comunidades, praças e locais de trabalho, relacionando a defesa dos serviços públicos à democracia e à dignidade popular.
Enquanto isso, novas reuniões organizatórias serão agendadas para definir detalhes do ato, ampliar adesões e fortalecer a articulação entre sindicatos, movimentos sociais, estudantes e organizações.
Até agora, o manifesto reúne 25 organizações, incluindo centrais sindicais, entidades educacionais, sindicatos, movimentos de mulheres, associações estudantis e organizações ligadas às lutas sociais brasileiras.
Entre elas estão CUT, CTB, Intersindical, CSP-Conlutas, CNTE, Sinpeem, Sinesp, Sedin, Apeoesp, Sinteps, Sintaema, Udemo, Metroviários, SindSaúde, Sindema, Sindsep, Sinpro-SP, Conan, MAB, UJS e UEE-SP.
Também assinam o manifesto Marcha Mundial das Mulheres, UBM, Umes e Unegro, ampliando a participação de organizações feministas, estudantis, populares e antirracistas na iniciativa paulista.
Por fim, entidades e movimentos interessados em integrar a iniciativa podem formalizar adesão pelo endereço eletrônico disponibilizado pelo Sinpeem, fortalecendo a preparação das próximas mobilizações.
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