
Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro mantêm vínculos próximos com a Comunidade das Nações, igreja fundada em Brasília pelo bispo, escritor e teólogo JB Carvalho.
O religioso, apoiador de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, defendeu, em livro publicado em 2001, retirar de Nossa Senhora Aparecida o reconhecimento como padroeira nacional.
Relação com a família Bolsonaro
Flávio e sua esposa, Fernanda Bolsonaro, foram batizados na Comunidade das Nações em 2024. Posteriormente, o senador manteve participação pública em atividades promovidas pela igreja.
Além disso, em dezembro de 2025, Flávio escolheu a Comunidade das Nações para sua primeira aparição pública após anunciar sua pré-candidatura à Presidência da República.
Michelle Bolsonaro também frequenta a comunidade religiosa e mantém proximidade com Dirce Carvalho, esposa do bispo. Em 2022, Michelle participou de eventos promovidos pela igreja.
Naquele período, durante a campanha presidencial, Michelle foi ungida por JB Carvalho. Jair Bolsonaro também participou, enquanto presidente, de evento organizado pela Comunidade das Nações.
Livros chegaram a Jair Bolsonaro
Posteriormente, obras escritas por Carvalho apareceram nas mãos de integrantes da família Bolsonaro durante visitas realizadas a Jair Bolsonaro depois de sua prisão, em 2025.
Flávio levou ao pai o livro “Metanoia – A Chave Está em Sua Mente”. Michelle também apareceu levando outras obras publicadas pelo líder religioso.
Entretanto, a proximidade com Carvalho e a circulação dos livros não demonstram que Flávio, Michelle ou Jair Bolsonaro compartilhem todas as posições defendidas pelo bispo.
Bispo questionou título de padroeira
Em “A Bomba: A verdade pode ser explosiva”, publicado em 2001, JB Carvalho criticou a devoção católica a Maria e questionou o reconhecimento nacional.
Além disso, Carvalho questionou a legalidade do feriado de 12 de outubro e defendeu mobilização de cristãos e parlamentares para mudar esse reconhecimento oficial.
Por outro lado, a Igreja Católica diferencia a veneração dedicada a Maria da adoração, que, segundo a doutrina católica, os fiéis reservam exclusivamente para Deus.
Flávio nega intenção de retirar título
Apesar da proximidade com Carvalho, não existem evidências de que Flávio Bolsonaro tenha defendido retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira brasileira.
O candidato negou publicamente essa intenção após informações falsas circularem durante a campanha. E afirmou que respeita diferentes religiões e manifestações religiosas existentes no país.
Em agosto, contudo, Flávio declarou que, caso fosse eleito presidente, pretendia “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo” como primeiro ato presidencial.
Posteriormente, sua campanha explicou que a declaração representava simbolicamente uma oração antes da posse, reiterando que Flávio defende respeito às diferentes formas de expressão religiosa.
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Curioso ! Um líder religioso decretar que uma entidade em que crêem N S Aparecida é padroeira do Brasil, não é questionado e não é considerado como uma declaração “sensível ou importante” aos evangélicos, ou mesmo a quaisquer outros cristãos (ou pessoas de outras crenças); já um candidato dizer que há de declarar que o Brasil pertence ao Senhor Jesus – que até católicos entendem ser o Senhor de Maria, de qualquer ser e da criação -, torna-se uma enorme polêmica, com alegações de que a primeira declaração seria anulada – repetindo, uma afirmação que NÃO DEU A MÍNIMA BOLA para o que quaisquer pessoas não católicas pensassem e, simplesmente, foi feita e estabelecida. De fato, a sujeira em processos eleitorais permanece a mesma, as absurdas explorações de narrativas, deturpando tudo o que podem, para atingir os “adversários”….
Como assim sr Fabio P P, o que tu esta chamando de entidade? Respeita NOSSA SENHORA, mãe de NOSSO SENHOR JESUS CRISTO