
A CNTA discute a redução da jornada e busca apoio para a emenda que promete melhorias nas condições de trabalho.
A direção da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação (CNTA) participou, na última sexta-feira (22), de uma assembleia com os trabalhadores da fábrica da Ajinomoto em Limeira (SP).
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O ato, que reuniu diversas lideranças sindicais da região, teve como pauta central a mobilização nacional pelo fim da escala 6×1, com redução de jornada e sem redução de salários, além das negociações da campanha salarial da categoria.
Urgência na conscientização sobre a PEC 6×1
A mobilização nas portas das fábricas ganhou força devido ao andamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do tema no Congresso Nacional.
“A votação da PEC relativa ao tema deve ocorrer nesta semana, o que torna urgente conscientizarmos os companheiros nas portas de fábrica”, alertou o presidente da CNTA, Artur Bueno de Camargo.
Dando sequência à agenda de mobilização, o dirigente utilizou a Tribuna da Câmara Municipal de Limeira nesta segunda-feira (25) para defender a pauta e buscar o apoio dos parlamentares locais.
Unidade sindical na região
Organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Limeira e Região (STIAL), a assembleia demonstrou a forte unidade do setor na região. O ato contou com o apoio e a participação de sindicatos representativos da alimentação de:
- Capivari
- Campinas
- Cosmópolis
- Itapira
- Piracicaba
A FETIASP (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Estado de São Paulo), que coordena e orienta as negociações coletivas da categoria no estado, também esteve presente e referendou o movimento.
Categoria rejeita proposta econômica da Ajinomoto
Além do debate constitucional, a assembleia deliberou sobre os rumos da campanha salarial deste ano. Os trabalhadores recusaram por unanimidade a proposta apresentada pela direção da Ajinomoto.
A multinacional ofereceu um reajuste salarial de 4,11%, índice que apenas repõe a inflação acumulada no período, sem prever qualquer aumento real. De acordo com as lideranças sindicais, a categoria exige uma contraproposta que traga valorização efetiva e ganho real acima da inflação para os trabalhadores da planta.
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