PUBLICADO EM 06 de out de 2026

Centrais sindicais defendem Lula e ampliação do diálogo em manifestação unitária após o primeiro turno

Nota assinada por oito lideranças pede correção de rumos na campanha, fortalecimento das alianças e aproximação com eleitores de outros candidatos

Centrais sindicais defendem Lula e ressaltam a necessidade de diálogo com a sociedade após o primeiro turno das eleições. Foto: Marcha da Classe Trabalhadora, abril de 2026. Crédito: UGT

Centrais sindicais defendem Lula e ressaltam a necessidade de diálogo com a sociedade após o primeiro turno das eleições. Foto da Marcha da Classe Trabalhadora, abril de 2026. Crédito: UGT

Em sua primeira manifestação unitária após o primeiro turno das eleições presidenciais, oito centrais sindicais defenderam a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin e fizeram um chamado à ampliação do diálogo com a sociedade. Divulgado nesta terça-feira (6), o documento também propõe reconhecer as limitações da campanha e corrigir rumos para o segundo turno.

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Intitulada “Dialogar, ampliar alianças e defender o futuro do Brasil”, a nota afirma que estão em disputa dois projetos: um que valoriza o trabalhador e apoia sua ascensão e outro que considera o empobrecimento e a desigualdade consequências aceitáveis da manutenção de privilégios.

As entidades associam a eleição de Lula ao fortalecimento da atuação do Executivo junto ao Congresso Nacional em defesa de reivindicações trabalhistas, como o fim da escala 6×1 e a redução da jornada sem redução salarial.

Reconhecer limitações e corrigir rumos

O documento pede uma avaliação do resultado das urnas e da própria atuação na campanha. “É hora de recalibrar, reconhecer quais foram as limitações e corrigir rumos”, afirmam as lideranças.

Para as centrais, é necessário explicar melhor os projetos de desenvolvimento em disputa, ouvir mais a população e fortalecer as relações políticas que assegurem amplitude à aliança.

A nota também defende que a campanha ultrapasse sua base de apoio. “É preciso romper a bolha e olhar para o conjunto da sociedade, e não apenas para partes dela, compreendendo quais temas nos unem e quais nos dividem”, destaca o texto.

Diálogo com eleitores e novas alianças

As entidades propõem conversar com quem votou em Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro, assim como com os brasileiros que votaram em branco, anularam o voto ou não compareceram às urnas.

“Dialogar não é apenas apresentar uma opinião: é ouvir, compreender a realidade e as motivações do outro”, ressalta o documento.

No campo político, as centrais defendem a reconstrução de pontes com lideranças e partidos que estão além da atual aliança em torno de Lula e Alckmin. “Agora é a hora da grande política”, afirmam.

Ao concluir, as organizações sustentam que as conquistas necessárias à classe trabalhadora e ao povo estão alinhadas ao projeto de Lula e Alckmin e alertam: “O futuro do Brasil e dos brasileiros está em jogo!”

Signatários

Assinam a manifestação Sérgio Nobre, presidente da CUT; Miguel Torres, presidente da Força Sindical; Ricardo Patah, presidente da UGT; Ronaldo Leite, presidente em exercício da CTB; Antonio Neto, presidente da CSB; Sônia Maria Zerino da Silva, presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST); Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora; e José Gozze, presidente da PÚBLICA — Central do Servidor.

Leia aqui a nota na íntegra:

Dialogar, ampliar alianças e defender o futuro do Brasil

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