PUBLICADO EM 17 de jun de 2026

Sem liminar contra a greve, eletricitários intensificam mobilização nas empreiteiras

Descubra como a greve dos eletricitários em São Paulo está ganhando força e quais são as próximas etapas do movimento.

A Greve das Empreiteiras do setor elétrico chegou ao sexto dia com forte mobilização

A Greve das Empreiteiras do setor elétrico chegou ao sexto dia com forte mobilização

A greve dos trabalhadores das empreiteiras do setor elétrico de São Paulo continua por tempo indeterminado. Em mensagem dirigida à categoria, o presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, Eduardo Annunciato, o Chicão, informou que o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) negou o pedido das empresas para declarar o movimento ilegal e suspender a paralisação.

Leia também:

Sintrabor não vai aceitar retrocessos na Bridgestone

Segundo o dirigente, as empreiteiras retiraram a proposta anteriormente apresentada aos trabalhadores e defendem o encaminhamento da campanha salarial para dissídio coletivo, cujo julgamento ainda será realizado.

“O desembargador não deu a liminar para as empreiteiras. Eles pediram para considerar nossa greve ilegal e suspender a nossa greve. Não foi concedida a liminar”, afirmou Chicão.

Diante do impasse, a diretoria do Sindicato decidiu intensificar as mobilizações nas bases. A estratégia é concentrar a atuação dos dirigentes em empresas específicas, alternando os locais de manifestação para ampliar a pressão sobre o setor patronal.

“Se for preciso ficar seis meses na porta das empreiteiras, nós vamos ficar. A luta vai permanecer até que as empresas apresentem uma proposta digna para os trabalhadores”, declarou o presidente.

A nova tática já vem sendo colocada em prática. Nos últimos dias, diretores do Sindicato estiveram mobilizando trabalhadores nas unidades da PSE, Alpitel, Manserv, Cosampa e Start, em diversas cidades da base. Em Taubaté, por exemplo, cerca de 90% dos trabalhadores da Start aderiram à greve, permanecendo em atividade apenas os serviços emergenciais.

Práticas antissindicais

Durante as mobilizações, o Sindicato também denunciou tentativas de coação contra trabalhadores e registrou episódios em que empresas acionaram a Polícia Militar, como ocorreu em Guarulhos e Guaratinguetá. Em ambos os casos, os dirigentes sindicais mantiveram a atuação de forma pacífica e orientaram os trabalhadores sobre seus direitos.

Chicão ressaltou ainda que a entidade está respeitando a determinação judicial que prevê a manutenção de 75% das atividades essenciais, mas contestou a tentativa das empresas de enquadrar serviços rotineiros como emergenciais.

“Trocar um poste abalroado é emergência. Agora, manutenção preventiva, extensão de rede, poda, smart meter e corte de energia não são serviços essenciais”, destacou.

O dirigente também fez um alerta aos trabalhadores sobre promessas feitas pelas empresas durante a greve. Segundo ele, qualquer compromisso deve ser formalizado em acordo assinado com o Sindicato, a exemplo do que ocorreu com a Conecta.

“Quem não estava dando nada agora está prometendo tudo. Se quer pagar de fato, venha ao Sindicato e assine o acordo. Promessa de boca não garante direito para ninguém”, afirmou.

A greve das empreiteiras entrou no sexto dia com forte adesão em várias bases. Para a direção sindical, a unidade da categoria será fundamental para garantir avanços nas negociações e impedir retrocessos nos direitos dos eletricitários.

Leia também:

A decisão sobre o fim da escala 6×1 está nas mãos do Senado

A decisão sobre o fim da escala 6×1 está nas mãos do Senado

COLUNISTAS

QUENTINHAS