
Relatório aponta avanço feminino e desigualdade salarial – Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O 5º Relatório de Transparência Salarial, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pelo Ministério das Mulheres, apontou crescimento de 11% da participação feminina no mercado.
O estudo revelou que mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que homens no setor privado, mantendo estabilidade da desigualdade em relação ao relatório anterior.
Os dados, baseados na RAIS, abrangem 53,5 mil estabelecimentos e mostram que o número de mulheres empregadas subiu de 7,2 milhões para 8 milhões.
Negras e pardas
Entre mulheres negras e pardas, o crescimento foi ainda maior, alcançando 29%, com acréscimo de um milhão de trabalhadoras, ampliando presença em diferentes setores econômicos.
Por outro lado, a massa de rendimentos femininos avançou para 35,2%, embora ainda distante dos 41,4% de participação no emprego, exigindo maior equidade salarial estrutural.
Avanços
Também houve avanço em políticas empresariais, além do aumento de empresas que afirmam promover mulheres internamente, como:
- jornada flexível,
- auxílio-creche e
- licenças ampliadas.
Entretanto, a desigualdade salarial permaneceu estável, com leve aumento no rendimento médio e mediano, indicando resistência estrutural das empresas em promover mudanças mais profundas no cenário.
Por fim, a Lei 14.611/2023 reforça a igualdade salarial, exigindo transparência e medidas de inclusão, consolidando políticas públicas voltadas à equidade entre homens e mulheres.
Acesse aqui os dados do Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios
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