PUBLICADO EM 24 de fev de 2022

Motoristas SP iniciam levantamento para identificar irregularidades nas empresas de ônibus

O Sindmotoristas deu início ao levantamento das irregularidades praticadas pelas empresas no Setor da Manutenção. Salários defasados e trabalhadores atuando fora de suas funções são alguns pontos identificados pela entidade.

O secretário da pasta, Nailton Francisco de Souza (Porreta) marcou presença na Viação Mobi-Brasil – Alvarenga, para registrar e documentar as reivindicações da categoria. Segundo ele, até o momento já foram identificados 15 funcionários nestas condições, sendo 4 mecânicos, 4 eletricistas, 2 borracheiros, 2 moleiros, 1 lubrificador, 1 pintor e 1 funileiro. Em média, estes profissionais estão há mais de 4 anos em situações irregulares, aguardando ansiosos por uma nova classificação e pelo reajuste nos salários, conforme o Piso Salarial Normativo da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT 2021/22).

Nailton explicou aos trabalhadores que os diretores e delegados entregarão um relatório com o número de ônibus e a quantidade de funcionários designados para manter os veículos em perfeitas condições de segurança e confiabilidade para transportar a população.

“Com o importante apoio do presidente Valdevan Noventa, vamos buscar a regularização dos que estão atuando foras de função, equiparar salários, definir nomenclatura e criar o Piso Mínimo a ser pago no setor”, afirmou Nailton.

Nailton também falou sobre o “Seminário de Planejamento da Campanha Salarial 2022”, que será realizado na Praia Grande, nos dias 18 e 19 de março, na Colônia de Férias do Sindicato dos Têxteis de São Paulo, onde serão apresentadas propostas que visam ajustar o quadro de carreira no Setor da Manutenção, por meio de um plano de avaliação de desempenho que possa melhorar as condições de saúde e segurança no local de trabalho.

“Queremos retomar as negociações para aperfeiçoar e melhorar, cada vez mais, o ambiente de trabalho com investimentos em equipamentos de ferramentas de uso coletivo individual, definir um sistema de plantões onde não tem folga dupla em esquema de compensação, sugerir a contratação de mais mão-de-obra em locais com defasagem, exigir aplicação de cursos, treinamentos e ainda reivindicar pela construção de área de lazer nas garagens”, esclareceu Porreta.

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