
A greve dos trabalhadores do setor elétrico cresce em São Paulo. Descubra os motivos e os desdobramentos desse movimento.
A mobilização dos trabalhadores das empreiteiras do setor elétrico segue ganhando força em toda a base do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo. Após assembleias massivas realizadas ao longo do mês de maio, a categoria oficializou, na última terça-feira (19), a rejeição da proposta patronal e aprovou estado de greve em defesa da valorização salarial, da manutenção de direitos e de melhores condições de trabalho.
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Possobilidade de paralisação
O comunicado oficial com a decisão dos trabalhadores já foi entregue à direção do Sindinstalação. Diante do fortalecimento da mobilização e da possibilidade concreta de paralisação, o sindicato patronal ingressou com ação na Justiça do Trabalho tentando impedir o movimento grevista da categoria.
Na ação protocolada junto ao TRT da 2ª Região, o patronal solicita liminar para barrar a greve prevista a partir de 22 de maio, alegando suposta abusividade do movimento e pedindo a manutenção de até 100% das atividades das empresas terceirizadas do setor elétrico.
Até o momento, porém, a Justiça não concedeu qualquer liminar contra os trabalhadores. Em despacho inicial, a juíza Luciana Bezerra de Oliveira determinou apenas a realização de audiência de conciliação nesta quinta-feira (21), às 15h, no TRT-2, deixando a análise do pedido patronal para um momento posterior.
Pressão sindical
Para o Sindicato dos Eletricitários, a iniciativa das empresas demonstra que a mobilização da categoria está produzindo resultados e ampliando a pressão por uma proposta mais justa.
“A categoria deu seu recado nas assembleias: os trabalhadores querem valorização real. Quem tem a responsabilidade de evitar a paralisação são as empresas, que até agora se recusam a apresentar uma proposta digna para os companheiros das empreiteiras”, destacou o presidente do Sindicato, Eduardo Annunciato (Chicão).
As assembleias coordenadas pelo Sindicato reuniram trabalhadores de diversas empresas e regiões, fortalecendo o plano de lutas aprovado pela categoria.
Entre as bases mobilizadas estão profissionais das empresas:
- Conecta,
- Manserv,
- Alpitel,
- B. Tobace,
- PSE,
- Cosampa,
- M&E Engenharia,
- Rotary Engelmig,
- Engeserv,
- Cena,
- Lig e
- Start.
O Sindicato reforça que a categoria deve permanecer mobilizada e atenta às orientações que serão transmitidas pelos dirigentes sindicais em cada local de trabalho.
Empresas tentam intimidar
O presidente do Sindicato recebeu denúncias das bases de que empresas terceirizadas estão coagindo trabalhadores para trabalharem no dia da greve. Segundo os relatos, as empresas estão fazendo pressão psicológica e econômica sobre os companheiros, falando sobre descontos e penalidades na tentativa de intimidar os trabalhadores.
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