PUBLICADO EM 21 de maio de 2026

Mobilização cresce e patronal tenta barrar greve dos trabalhadores do setor elétrico

Aumento na mobilização da greve dos trabalhadores do setor elétrico em São Paulo por valorização e condições adequadas.

A greve dos trabalhadores do setor elétrico cresce em São Paulo. Descubra os motivos e os desdobramentos desse movimento.

A greve dos trabalhadores do setor elétrico cresce em São Paulo. Descubra os motivos e os desdobramentos desse movimento.

A mobilização dos trabalhadores das empreiteiras do setor elétrico segue ganhando força em toda a base do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo. Após assembleias massivas realizadas ao longo do mês de maio, a categoria oficializou, na última terça-feira (19), a rejeição da proposta patronal e aprovou estado de greve em defesa da valorização salarial, da manutenção de direitos e de melhores condições de trabalho.

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Possobilidade de paralisação

O comunicado oficial com a decisão dos trabalhadores já foi entregue à direção do Sindinstalação. Diante do fortalecimento da mobilização e da possibilidade concreta de paralisação, o sindicato patronal ingressou com ação na Justiça do Trabalho tentando impedir o movimento grevista da categoria.

Na ação protocolada junto ao TRT da 2ª Região, o patronal solicita liminar para barrar a greve prevista a partir de 22 de maio, alegando suposta abusividade do movimento e pedindo a manutenção de até 100% das atividades das empresas terceirizadas do setor elétrico.

Até o momento, porém, a Justiça não concedeu qualquer liminar contra os trabalhadores. Em despacho inicial, a juíza Luciana Bezerra de Oliveira determinou apenas a realização de audiência de conciliação nesta quinta-feira (21), às 15h, no TRT-2, deixando a análise do pedido patronal para um momento posterior.

Pressão sindical

Para o Sindicato dos Eletricitários, a iniciativa das empresas demonstra que a mobilização da categoria está produzindo resultados e ampliando a pressão por uma proposta mais justa.

“A categoria deu seu recado nas assembleias: os trabalhadores querem valorização real. Quem tem a responsabilidade de evitar a paralisação são as empresas, que até agora se recusam a apresentar uma proposta digna para os companheiros das empreiteiras”, destacou o presidente do Sindicato, Eduardo Annunciato (Chicão).

As assembleias coordenadas pelo Sindicato reuniram trabalhadores de diversas empresas e regiões, fortalecendo o plano de lutas aprovado pela categoria.

Entre as bases mobilizadas estão profissionais das empresas:

  • Conecta,
  • Manserv,
  • Alpitel,
  • B. Tobace,
  • PSE,
  • Cosampa,
  • M&E Engenharia,
  • Rotary Engelmig,
  • Engeserv,
  • Cena,
  • Lig e
  • Start.

O Sindicato reforça que a categoria deve permanecer mobilizada e atenta às orientações que serão transmitidas pelos dirigentes sindicais em cada local de trabalho.

Empresas tentam intimidar

O presidente do Sindicato recebeu denúncias das bases de que empresas terceirizadas estão coagindo trabalhadores para trabalharem no dia da greve. Segundo os relatos, as empresas estão fazendo pressão psicológica e econômica sobre os companheiros, falando sobre descontos e penalidades na tentativa de intimidar os trabalhadores.

O Sindicato alerta que esse tipo de prática pode configurar crime contra a organização do trabalho.

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