
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, além das demais centrais sindicais, entregou nesta sexta-feira, em São Paulo, a Pauta da Classe Trabalhadora ao ministro Márcio Rosas (MDIC).
O encontro ocorreu na sede do BNDES paulista e reuniu dirigentes sindicais, representantes governamentais e lideranças trabalhistas.
Eles debateram política industrial, empregos nacionais e desenvolvimento econômico sustentável.
Os sindicalistas que participaram do encontro, entre as quais o vice-presidente da Força Sindical, Sergio Luiz Leite, o Serginho, defenderam fortalecimento industrial como instrumento estratégico para ampliar empregos formais e proteger os trabalhadores.
“Precisamos reconstruir a capacidade produtiva nacional, fortalecer a indústria brasileira e garantir empregos de qualidade. Sem indústria forte, não existe desenvolvimento sustentável”, afirmou Serginho durante encontro.
O presidente da CTB, Adilson Araújo e o secretário-geral Ronaldo Leite, defenderam o fortalecimento industrial e ampliação dos espaços institucionais participativos.
Além disso, Adilson Araújo destacou a necessidade de maior protagonismo federal no processo brasileiro de reindustrialização, visando empregos qualificados, crescimento econômico e valorização permanente trabalhista.
“É fundamental que o governo assuma um papel mais forte no processo de industrialização do Brasil. Não haverá desenvolvimento nacional sem fortalecimento industrial”, afirmou Adilson Araújo.
O dirigente sindical também defendeu ampliação do diálogo social e cobrou participação efetiva das centrais sindicais nos debates econômicos conduzidos pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial.
“É preciso garantir o diálogo social e assegurar a participação de todas as Centrais Sindicais no Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial”, destacou Adilson durante encontro.

O presidente da União Geral dos Trabalhadores, Ricardo Patah, destacou a importância das políticas industriais para estimular crescimento econômico, fortalecer empresas nacionais e ampliar oportunidades trabalhistas brasileiras.
“Defender a indústria nacional significa defender empregos, renda e soberania. O Brasil precisa investir na produção nacional e valorizar seus trabalhadores”, declarou Ricardo Patah durante atividade.
A pauta entregue ao ministro foi aprovada anteriormente durante a Marcha da Classe Trabalhadora, realizada em Brasília, reunindo aproximadamente vinte mil trabalhadores brasileiros mobilizados nacionalmente.
Fortalecer a indústria
O documento elaborado pelas centrais sindicais reivindica fortalecimento industrial, políticas públicas voltadas ao emprego, valorização trabalhista, desenvolvimento soberano e ampliação permanente do diálogo social brasileiro.
Durante a reunião, o ministro Márcio Rosas afirmou que o país enfrentou aproximadamente quinze anos sem crescimento industrial consistente, comprometendo setores estratégicos da economia nacional.
“Segmentos industriais importantes, especialmente química e siderurgia, sofreram impactos da concorrência chinesa, o que exige medidas governamentais para fortalecer produção, empregos e competitividade nacional”, defendeu Márcio.
Márcio Rosas abordou impactos relacionados aos acordos comerciais internacionais, especialmente discussões envolvendo Mercosul, Emirados Árabes e regras automotivas sobre conteúdo nacional produtivo.
O ministro também defendeu fortalecimento do diálogo interfederativo entre União, estados e municípios para ampliar políticas industriais regionais e garantir desenvolvimento econômico integrado nacionalmente.
“Desafios relacionados ao conteúdo local e articulação ministerial exigem maior coordenação federal para impulsionar investimentos produtivos e fortalecer cadeias industriais estratégicas brasileiras”, acrescentou.
O encontro ainda discutiu políticas direcionadas às pequenas e médias empresas, incluindo fortalecimento do BNDES, FAT, EMBRAPII e atualização dos limites empresariais nacionais.
Para os dirigentes sindicais, o fortalecimento industrial representa estratégia fundamental para ampliar empregos de qualidade, garantir soberania econômica nacional e estimular crescimento sustentável brasileiro duradouro.
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