PUBLICADO EM 18 de maio de 2026

CSB adia congresso e prioriza luta por jornada menor e contra 6×1

CSB adia congresso para 2027 e intensifica mobilização pela redução da jornada, fim da escala 6×1 e regulamentação da Convenção 151 da OIT

CSB adia congresso e prioriza luta por jornada menor e contra 6×1

A Central dos Sindicatos Brasileiros decidiu adiar para 2027 seu 4º Congresso Nacional, priorizando mobilizações pela redução da jornada e pelo fim da escala 6×1.

A decisão foi aprovada por unanimidade durante o Encontro Nacional da entidade, realizado em São Paulo, com participação de centenas de dirigentes sindicais brasileiros.

De acordo com o presidente da CSB, Antonio Neto, o movimento sindical pretende ampliar debates nacionais sobre relações trabalhistas, valorização profissional e melhoria das condições de vida.

Além disso, Antonio Neto destacou que a reconstrução nacional exige coragem política, justiça social, soberania nacional e fortalecimento democrático para garantir desenvolvimento sustentável ao país.

“A CSB afirma que duas grandes batalhas estratégicas se apresentam para a classe trabalhadora brasileira no próximo período. A primeira é a luta pela redução da jornada de trabalho, pelo fim da escala 6×1 e pela construção de um novo paradigma civilizatório do trabalho, capaz de devolver ao trabalhador brasileiro o direito ao descanso, à convivência familiar, ao lazer, à formação e à vida.

A segunda é a regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho e a garantia plena do direito à negociação coletiva aos servidores públicos brasileiros, reconhecendo que servidor público também é trabalhador e deve possuir instrumentos democráticos de negociação permanente com o Estado.”

A resolução política aprovada reafirmou compromisso da central sindical com democracia, valorização do salário mínimo, fortalecimento da negociação coletiva e defesa permanente da CLT.

O documento também apontou as eleições de 2026 como estratégicas, especialmente para consolidar pautas relacionadas ao trabalho digno, descanso adequado e convivência familiar saudável.

Durante o encontro, dirigentes sindicais defenderam regulamentação da Convenção 151 da OIT, assegurando negociação coletiva permanente aos servidores públicos em todas administrações brasileiras.

Além disso, representantes reforçaram preocupação com o avanço da pejotização, defenderam fortalecimento da Justiça do Trabalho e cobraram políticas eficientes de saúde ocupacional.

A resolução ainda destacou combate à discriminação, defesa da igualdade de oportunidades e valorização das mulheres, pessoas pretas, população LGBTQIA+ e trabalhadores idosos.

O evento contou com participação da deputada federal Marina Silva, que alertou sobre impactos da inteligência artificial nas profissões e nas futuras relações trabalhistas.

“O trabalhismo olha e deve olhar sempre para as relações do Estado com os trabalhadores, os empresários e os trabalhadores. Essa atualização tem que ser feita pensando na nossa juventude e nos trabalhadores. Muitos dos nossos filhos podem estar sendo formados para profissões que não existirão mais, porque estamos sendo substituídos pela IA, pelas máquinas. Como vamos nos preparar para esse novo mundo do trabalho?”, falou.

A plenária encerrou atividades após debates sobre demandas regionais, fortalecimento sindical e construção de estratégias nacionais em defesa dos trabalhadores brasileiros.

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