PUBLICADO EM 09 de jul de 2020
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Colunista Oswaldo Augusto de Barros

Se Aldir Blanc soubesse…

Com espírito carioca, linguajar refinado, o patrono da Lei 14.017/2020, foi um marco na música popular brasileira, e seus versos não morrem, sua poesia cantada em verso e prosa retratam a ironia do brasileiro em busca de soluções.

Não foi por acaso que seu nome foi lembrado e se tivesse ainda vivo e escutasse as palavras do senhor secretário da cultura, responderia apenas: “Ele não é da arte, ele é global”.

Dizer que o auxílio proposto é esmola e o artista brasileiro não precisa de esmola é não ter a consciência de como a classe artística passa por dificuldades.

Melhor papel teria feito, se lutasse para que a citada “esmola” chegasse com a pressa necessária à mesa de quem necessita. Mas, isso dá trabalho, gera desgaste de atender o povo e, até mesmo, retarda compromissos sociais que são próprios daqueles que contestam sem causa.

O movimento sindical busca fórmulas de abreviar a distância entre o emergencial e o necessitado. Não importando se é esmola ou emergencial, organiza-se para comprovar os profissionais que têm direito a esse benefício.

Sabemos que com o pouco, a ajuda vem num momento de crise. Quem assim não entende, não atrapalhe; ajude-nos a dar uma solução nesta guerra sem inimigos.

Se Aldir vivo estivesse, saberia como ajudar, não se omitiria.

Oswaldo Augusto de Barros é presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Educação e Cultura (CNTEEC) e coordenador do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST)

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