PUBLICADO EM 18 de maio de 2022
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“Reivindicações dos trabalhadores da Renault Paraná são justas”, dizem centrais

As centrais sindicais manifestaram total apoio aos trabalhadores em greve da Renault de São José dos Pinhais-PR. “Repudiamos a repressão e violência da Polícia Militar do Paraná, que ao pressionar e intimidar os trabalhadores, violam o direito de greve, que é garantido na Constituição Federal”, dizem em nota.

No texto, as lideranças sindicais reiteram que o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba tem buscado negociar uma proposta decente de PLR, recuperação salarial e de manutenção dos empregos. “A Renault, não só se esquiva do diálogo como utiliza da força policial do governo do Estado para reprimir a mobilização dos trabalhadores”, ressaltam.

Os sindicalistas finalizam a nota dizendo as reivindicações dos trabalhadores são justas. “Nós das Centrais Sindicais nos somamos ao Sindicato, ao exigir que a empresa cesse toda forma de pressão, abra um diálogo democrático para negociação, apresente uma proposta que atenda as reivindicações dos trabalhadores.”

Veja a íntegra da nota:

Nota das Centrais:
Todo apoio a greve da Renault no Paraná

Manifestamos total apoio aos trabalhadores em greve da Renault de São José dos Pinhais-PR e repudiamos a repressão e violência da Polícia Militar do Paraná, que ao pressionar e intimidar os trabalhadores, violam o direito de greve, que é garantido na Constituição Federal.

O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba tem buscado negociar uma proposta decente de PLR, recuperação salarial e de manutenção dos empregos. Mas a Renault, não só se esquiva do diálogo como utiliza da força policial do governo do Estado para reprimir a mobilização dos trabalhadores. Ação que tem se mostrado, além de inconstitucional, inócua, já que os trabalhadores aderiram à paralisação e se mostram dispostos a manter a greve até conseguirem um bom acordo.

As reivindicações dos trabalhadores são justas, e nós das Centrais Sindicais nos somamos ao Sindicato, ao exigir que a empresa cesse toda forma de pressão, abra um diálogo democrático para negociação, apresente uma proposta que atenda as reivindicações dos trabalhadores.

São Paulo, 18 de maio de 2022

Sergio Nobre, Presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)
Miguel Torres, Presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, Presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)
Adilson Araújo, Presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Oswaldo Augusto de Barros, Presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)
Antônio Neto, Presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)
Atnágoras Lopes, Secretário executivo nacional da Central Sindical CSP-Conlutas
Nilza Pereira, Secretária-geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora
Emanuel Melato, Coordenador da Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora
José Gozze, Presidente da Pública Central do Servidor

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