PUBLICADO EM 25 de maio de 2026

Prometeon apresenta proposta “muito distante” das reivindicações dos trabalhadores, afirma Sintabor

Márcio Ferreira critica a proposta da Prometeon nas negociações e denuncia a falta de atendimento às reivindicações dos trabalhadores.

Conheça os principais pontos de rejeição do Sindicato dos Borracheiros à proposta da Prometeon na Campanha Salarial 2026.

Conheça os principais pontos de rejeição do Sindicato dos Borracheiros à proposta da Prometeon na Campanha Salarial 2026.

O presidente do Sindicato dos Borracheiros (Sintabor), Márcio Ferreira, criticou duramente a proposta apresentada pela empresa Prometeon nas negociações da Campanha Salarial 2026. Segundo ele, o conteúdo apresentado pela empresa está “muito distante” das reivindicações dos trabalhadores e não atende às principais demandas da categoria.

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De acordo com Márcio, o sindicato já realizou duas reuniões com a empresa e, até o momento, a direção da Prometeon insiste em justificar dificuldades financeiras enquanto propõe retirada de direitos e redução de benefícios.

“Os trabalhadores querem aumento real de salário, reposição da inflação, melhoria na participação nos lucros e resultados, valorização do vale-compra e o fim da jornada 6×1. Mas a empresa apresentou propostas muito abaixo daquilo que os companheiros esperam”, afirmou.

Entre os pontos criticados pelo sindicato está a intenção da empresa de aplicar a reposição da inflação apenas em dezembro.

“Não existe possibilidade de o sindicato aceitar uma proposta como essa. O trabalhador não pode esperar até dezembro para ter a reposição salarial”, destacou o presidente.

Outro tema que gerou forte reação do Sintabor foi a manutenção da escala de trabalho praticada na fábrica. Segundo Márcio Ferreira, o modelo atual “5×1” funciona, na prática, como um “6×1 disfarçado”.

Além disso, o sindicato acusa a empresa de tentar alterar cláusulas do acordo coletivo e reduzir benefícios históricos conquistados pelos trabalhadores ao longo dos anos.

“A empresa quer resolver o problema financeiro dela cortando direitos dos trabalhadores. Isso o sindicato não vai aceitar”, declarou.

Críticas à política de importação

Durante a fala, Márcio Ferreira também voltou a criticar a política de importação de pneus no Brasil. Segundo ele, o sindicato vem alertando desde 2021 sobre os impactos da redução das tarifas de importação e da entrada massiva de pneus estrangeiros no mercado nacional.

O dirigente lembrou que, durante a pandemia, as barreiras sanitárias reduziram a entrada de produtos importados, garantindo maior proteção ao mercado interno. Porém, com a retomada da normalidade, as importações cresceram novamente.

“Nós estamos lutando em Brasília para tentar reverter essa situação, porque isso prejudica tanto as empresas quanto os trabalhadores”, afirmou.

Sindicato pede união da categoria

Márcio Ferreira pediu que os trabalhadores permaneçam mobilizados e não aceitem pressão de chefias ou gerências para abrir mão de direitos conquistados.

“O trabalhador está na fábrica para produzir pneu. Resolver problema financeiro e comercial da empresa não é responsabilidade do trabalhador”, disse.

Ele também criticou privilégios dentro da estrutura da empresa enquanto os funcionários correm risco de perder conquistas históricas.

“Enquanto tem gerente andando de BMW e carro importado, o trabalhador pode perder direitos conquistados com muita luta”, declarou.

O presidente reforçou que o sindicato seguirá negociando até que a empresa apresente uma proposta considerada digna para ser levada à assembleia da categoria.

Por causa das chuvas, a visita do sindicato à fábrica foi adiada, mas uma nova mobilização já está prevista para a próxima semana, com carro de som e assembleia na porta da empresa.

Ao final, Márcio convocou os trabalhadores a compartilharem a mensagem e reforçou que a luta não envolve apenas a Prometeon, mas todo o setor pneumático.

“Não vamos vender os nossos direitos para resolver problema financeiro das empresas”, concluiu.

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