
Não há “ditadura da toga” no Brasil, afirma Gilmar Mendes – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou suas redes sociais para rebater as recorrentes críticas ao Poder Judiciário brasileiro.
Em uma postagem publicada no início da noite na rede X, Mendes defendeu a atuação da Corte, afirmando que o STF atua como guardião da Constituição e do Estado de Direito, impedindo retrocessos e preservando garantias fundamentais.

“No Dia da Independência, é oportuno lembrar que a verdadeira liberdade não nasce de ataques às instituições, mas sim do fortalecimento delas”, escreveu Mendes.
A declaração ocorreu poucas horas após atos organizados por políticos de direita e grupos religiosos reunirem milhares pedindo anistia a Jair Bolsonaro e condenados do 8 de Janeiro.
“Não há, no Brasil, ‘ditadura da toga’, tampouco ministros agindo como tiranos”, afirmou Mendes
De acordo com Mendes, os ministros do STF atuam para preservar as garantias fundamentais, asseguradas pela Constituição Federal, que protegem os direitos de todos os cidadãos brasileiros.
Sem citar nomes, Mendes criticou Jair Bolsonaro, lembrando ataques ao sistema eleitoral, à gestão da pandemia de covid-19 e outras condutas marcadas por autoritarismo.
“Se quisermos falar sobre os perigos do autoritarismo, basta recordar o passado recente de nosso país: milhares de mortos em uma pandemia; vacinas deliberadamente negligenciadas por autoridades; ameaças ao sistema eleitoral e à separação de Poderes; acampamentos diante de quartéis pedindo intervenção militar, tentativa de golpe de Estado com violência e destruição do patrimônio público, além de planos de assassinato contra autoridades da República”, comentou o ministro.
Mais cedo, em evento na Avenida Paulista, o governador Tarcísio de Freitas classificou como “tirania” a atuação do ministro Alexandre de Moraes no STF.
“Ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes. Ninguém aguenta mais o que tá acontecendo nesse país ” Tarcísio, durante o ato na Paulista.
“O que o Brasil realmente não aguenta mais são as sucessivas tentativas de golpe que, ao longo de sua história, ameaçaram a democracia e a liberdade do povo. É fundamental que se reafirme: crimes contra o Estado Democrático de Direito são insuscetíveis de perdão! Cabe às instituições puni-los com rigor e garantir que jamais se repitam”, concluiu o ministro Gilmar Mendes.
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