Os comerciários de shoppings e lojas de rua do Rio de Janeiro conquistaram reajuste salarial de 6,6%, garantindo aumento real nos salários da categoria.
Após diversas rodadas de negociação com o Sindilojas, o Sindicato dos Comerciários do Rio fechou a Convenção Coletiva de Trabalho com avanços econômicos importantes.
Além disso, o índice de 6,6% também será aplicado aos comerciários dos segmentos varejista e atacadista de joias, relógios e pedras preciosas no município.
Segundo o presidente do Sindicato, Márcio Ayer, apesar da demora nas negociações, a categoria conquistou reajuste acima da inflação e pagamento das diferenças retroativas.
“Não cederíamos e não iríamos fechar a Convenção Coletiva sem o acordo de aumento real nos salários e o pagamento dos retroativos”, afirma Ayer.
Em seguida, o dirigente destacou o desempenho econômico do comércio.
“O lucro do setor é muito alto, e os trabalhadores merecem um reajuste digno”.
Ayer acrescentou que os comerciários também precisam “receber a diferença desde à data base”, estabelecida em 1º de maio, conforme determina a Convenção Coletiva assinada.
Segundo a Abrasce, os shopping centers faturaram R$ 200,9 bilhões em 2025, enquanto a entidade projeta crescimento de 1,4% para o setor neste ano.
Além disso, a expectativa prevê 11 novos shoppings no Brasil durante 2026, sendo seis deles localizados na região Sudeste, ampliando a presença desse segmento comercial.
“Um segmento que fatura tanto precisa valorizar mais seus funcionários. Agora, seguimos firmes na luta pelo fim da escala 6×1, ainda neste ano”.
“Essa será mais uma aquisição merecida para a nossa categoria”, declara Márcio Ayer, ao destacar outra reivindicação defendida pelo movimento sindical dos comerciários cariocas atualmente.
Novos direitos
Entre as conquistas, o Sindicato ampliou de um para dois dias semestrais a ausência remunerada para trabalhadores acompanharem filhos, com até 12 anos, durante consultas médicas.
A Convenção também assegurou atendimento por consultas on-line, por meio da Telemedicina, para trabalhadores e trabalhadoras da categoria, através do Benefício Social Familiar previsto atualmente.
Além disso, permanece proibida a convocação dos comerciários nos dias 25 de dezembro, 1º de janeiro, Terça-Feira de Carnaval e Dia do Comerciário.
Já quem trabalhar em 1º de maio, Dia do Trabalhador, continuará tendo direito a duas folgas extras, conforme estabelecido pela Convenção Coletiva da categoria profissional.
Principais pontos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)
- Reajuste salarial: 6,6% para quem recebe o piso, que passa para R$ 1.825,00, retroativo a 1º de maio de 2026;
- Garantia do Comissionista: R$ 1.996,00, com reajuste de 5,11%;
- Período de Experiência: R$ 1.725,00, representando reajuste de 12,75%;
- Salários acima do piso: reajuste de 5,11%;
- Ajuda de custo: R$ 39,00, retroativa a 1º de maio de 2026;
- Ajuda alimentação aos sábados, domingos e feriados: R$ 34,00, retroativa a 1º de maio de 2026;
- Teto salarial: R$ 5.800,00. A parcela que exceder esse valor poderá ser pactuada entre trabalhador e empresa.
Caso o salário-mínimo nacional vigente a partir de janeiro de 2027 supere o valor estabelecido para experiência, as entidades deverão formalizar aditivo para realizar adequação.
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