PUBLICADO EM 28 de maio de 2021
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Uma pergunta, 2 recomendações e 1 apelo sincero

Quem leu os artigos “Caminhos para os sindicatos construírem seu futuro em um mundo do trabalho em mudança” e “A catástrofe do trabalho no Brasil”? Quem ainda não os leu, recomendo-os. Insisto que leiam. São muito importantes para compreendermos nossos objetos cotidianos de trabalho — o Mundo do Trabalho, suas mutações e complexidades.

Quem leu os artigos “Caminhos para os sindicatos construírem seu futuro em um mundo do trabalho em mudança” e “A catástrofe do trabalho no Brasil”? Quem ainda não os leu, recomendo-os. Insisto que leiam. São muito importantes para compreendermos nossos objetos cotidianos de trabalho — o Mundo do Trabalho, suas mutações e complexidades.

O primeiro artigo é de autoria do nosso companheiro Clemente Ganz Lúcio, que todos conhecemos bem; o segundo é do professor e cientista social Giovanni Alves. Ambos podem ser lidos no portal do DIAP.

São artigos bastante extensos. Lê-los na tela do computador não é recomendável. Melhor imprimir para ler com calma e muita atenção; não apenas porque são extensos, mas, principalmente, porque são relevantes do ponto de vista dos conteúdos que apresentam.

São 2 aulas sobre nossos objetos de trabalho: o Sindicato, as relações de trabalho, as mudanças impressas nas relações de trabalho, a partir do desenvolvimento tecnológico, e a Reforma Sindical, entre outros temas relevantes que precisamos dominar para debater na base e nas direções.

Por que recomendo o artigo do Clemente?

Porque, resumidamente, o artigo/ensaio “Caminhos para os sindicatos construírem seu futuro em um mundo do trabalho em mudança” é um roteiro para que possamos compreender as dificuldades que nos cercam em nosso cotidiano; apresenta diagnóstico sério e realista sobre nossos problemas e dificuldade nas lides com os trabalhadores.

Não propõe, nem poderia, fórmulas mágicas para solução desses problemas, mas apresenta conjunto de reflexões úteis e relevantes para enfrentá-los e superá-los.

Do que trata as reflexões do Clemente? Da “complexidade dos atuais fenômenos sociais”; dos ataques ao sindicalismo, a partir das reestruturações institucionais; Reforma Sindical e cenários; da Organização Sindical; e outras várias demandas que precisamos entender, a fim de desenvolvermos trabalho mais eficaz.

O futuro do sindicalismo no Brasil vai depender — para o bem ou para o mal —, da compreensão desses fenômenos sociais que afligem os trabalhadores em suas várias dimensões.

Por que recomendo o artigo do professor Giovanni?

Porque em “A catástrofe do trabalho no Brasil” o professor enfrenta e nos faz compreender a “catástrofe” que se abateu sobre o País, a partir do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. E, a partir daí, a derrota se aprofundou rápida e voraz sobre nossas conquistas e direitos.

O impedimento de Dilma gerou consequências desastrosas para o País e para o Estado de Direito e quem está pagando esta conta somos nós os trabalhadores.

“Como determinação agravante das tendências catastróficas de desenvolvimento do capitalismo brasileiro, tivemos em 2020 a pandemia do novo coronavírus que expôs de forma fulminante as fragilidades (e a incapacidade) de o Estado brasileiro (sociedade política e sociedade civil neoliberal) em lidar com situações disruptivas, como por exemplo uma pandemia”, observa o professor.

“A nova configuração do trabalho no Brasil, a partir da ruptura catastrófica em 2016, deve ser entendida em um primeiro momento como resultado da nova ofensiva neoliberal que representou efetivamente o governo de Michel Temer (2016-2018).”

“Por um lado, Michel Temer afirmou a política econômica neoliberal que depois da longa recessão de 2015-2016, manteve a economia brasileira estagnada, situação utilizada como ardil pelo governo para justificar imoralmente, a Lei de Teto do Gasto público, a Lei da Terceirização e a Reforma Trabalhista (as reformas fariam o Brasil crescer e gerar empregos)”, segue assim a reflexão de Giovanni Alves.

Ambos os artigos são desafiadores. Desafiam, particularmente, nosso intelecto e nossas incompreensões.

Ao encerrar a leitura dos mesmos, a primeira sensação que tive foi de sair da escuridão do não saber o que se precisava saber obstinadamente. A segunda sensação ou desejo foi de querer lê-los novamente, pois como acima escrevi são bem extensos e precisam ser bem compreendidos. Este é o desafio em relação a ambos os textos.

Ambos são de leitura obrigatórias. Vocês estão desafiados a lê-los e entendê-los, pois foi como me senti quando tomei conhecimento destes textos. Vocês não irão se arrepender. A luta faz a lei!

Miguel Torres
Presidente da Força Sindical, da CNTM e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes

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