PUBLICADO EM 12 de maio de 2022
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Colunista Miguel Torres

A luta para combater a carestia

por Miguel Torres

Os últimos anos no Brasil trouxeram ainda mais dificuldades para a classe trabalhadora. O Brasil, infelizmente, caiu no ranking das maiores economias, a desigualdade se amplia de forma assustadora, o desemprego atinge índices alarmantes – cerca de 14%, assim como a carestia e a miséria que penalizam, principalmente, os menos favorecidos economicamente.

A carestia tem castigado muito o povo brasileiro. Mas, para deixar bem claro: o que é a carestia? Em resumo, a carestia significa o encarecimento do custo de vida, ou seja, sobreviver no Brasil hoje está ficando cada dia mais caro.  Exemplo: com inflação alta, produtos da cesta básica subiram até 18% em abril.

A Inflação de abril ficou em 1,06% e atingiu 12,13% em 12 meses. Isso significa mais dificuldades para os brasileiros. É a volta do temido dragão da inflação, que deixa os produtos mais caros, faz o dinheiro perder valor rapidamente e, consequentemente, dá um empurrão forte e colocam as taxas de juros em patamares proibitivos. Juros altos que seguram a produção, o consumo e a geração de empregos.

Precisamos intensificar nossa luta por mudanças na economia, mais empregos e renda, combate à inflação e o preço do gás e da gasolina, política de valorização do salário mínimo, erradicação da fome, valorização do servidor público, menos juros, aposentadoria digna, fortalecimento da democracia, mais investimentos em saúde, educação e moradia.

É muito importante juntar nossas forças e  promover a erradicação da fome, combater a carestia e garantir a segurança alimentar. Defendemos a imediata a implementação de políticas que priorizem a retomada do investimento, o crescimento da economia, a geração de empregos, a redução da desigualdade social, o combate à pobreza e a distribuição de renda.

É preciso e urgente instituir uma política de valorização do salário mínimo que assegure a recomposição da inflação e um considerável aumento real, Isso para que o piso nacional seja capaz de atender às necessidades vitais básicas dos trabalhadores e de suas famílias, conforme definido na Constituição Federal de 1988.

 

O Brasil sofre nas mãos de um governo inoperante e sem um projeto de desenvolvimento.  Terminando o mandato em dezembro deste ano, Bolsonaro vai entrar na história como o primeiro presidente desde o Plano Real a deixar o salário mínimo valendo menos do que quando entrou. Até o fim do ano, com os descontos da inflação, o piso salarial cairá de R$ 1.213,84 para R$ 1.193,37 entre dezembro de 2018 e dezembro de 2022.

Nesse último  28 anos, nenhum ex-presidente entregou um salário mínimo mais desvalorizado, seja no primeiro ou no segundo mandato. Absurdo do descaso com os mais pobres!

De acordo com um estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo no Brasil deveria ser de R$ 6.754,33, tendo como base os preços do mês de abril.

O Dieese calcula esse número a partir dos gastos de uma família de quatro pessoas, incluindo despesas como moradia, transporte, saúde, educação, alimentação, vestuário, previdência, higiene e lazer.

Neste momento, é necessário intensificar as nossas lutas,  mobilizar a sociedade, reunir a força da classe trabalhadora nas ruas, e com mobilizações e greves, para promover um futuro de mudanças que transformem o país.

Esse é o nosso novo Brasil pode ser diferente e depende de nós.

Miguel Torres – presidente da Força Sindical e Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes

As opiniões expostas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do Rádio Peão Brasil

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