
Comemoração do 1° de Maio no ABC em 2026;. Foto: Adonis Guera
O ato de 1º de Maio em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, reuniu milhares de trabalhadores ao longo de cerca de 12 horas de programação, com atividades políticas e culturais. Organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o evento teve como eixo central a defesa da redução da jornada de trabalho sem redução salarial e o fim da escala 6×1.
Presente no evento, o presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, que destacou a necessidade de pressionar o Congresso Nacional para avançar nas pautas trabalhistas. Também marcaram presença o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos; o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho; e o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Além da pauta da jornada, foram defendidas a regulamentação do trabalho por aplicativos e o direito à negociação coletiva para servidores públicos. As lideranças ressaltaram a importância da mobilização popular para garantir avanços no Congresso.
A programação também incluiu apresentações musicais de diversos artistas, encerradas com show de Gloria Groove, reforçando o caráter cultural e de celebração do evento. Apesar de não haver um número oficial divulgado para o público presente no ABC, o ato fez parte de uma mobilização nacional que levou milhares de trabalhadores às ruas em diversas cidades do país.
“É clamor da sociedade”

Sergio Nobre, presidente da CUT/Foto: Dino Santos
Para Sergio Nobre, o ato deve ser uma oportunidade para reforçar o caráter de pressão para que o fim da escala 6×1 seja votada no Congresso.
“A principal pauta deste 1° de Maio é a redução da jornada de trabalho, sem a redução salarial e também com o fim da escala 6 por 1”, disse o presidente da CUT. Ele citou ainda a principal liderança do país, o presidente Lula, ao falar sobre o tema. “Lula tem razão. Nós estamos em pleno século 21 e estamos com uma jornada de trabalho de dois séculos atrás e isso é inadmissível”, afirmou.
Ele explica que se trata de uma demanda nacional urgente e que significa mais qualidade de vida. “É um clamor da sociedade brasileira que as pessoas precisam ter mais tempo com a família para ser um pai melhor, uma mãe melhor, acompanhar os filhos e é uma demanda que o Congresso Nacional, que tem que se sensibilizar”.
Ao citar o Congresso Nacional, o presidente da CUT destacou que o espírito é de pressão sobre o legislativo, em especial, para que o fim da escala 6×1 seja votado ainda durante o mês. No entanto ele reforça que há outras duas pautas também fundamentais. Uma delas é a regulamentação do trabalho de entrega e transportes por aplicativos.
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