PUBLICADO EM 18 de set de 2024

Taxa de juros: “BC vai na contramão do desenvolvimento”, diz Força

Taxa de juros altos é menos empregos e menos desenvolvimento/Foto: Paulo Pinto

Taxa de juros altos é menos empregos e menos desenvolvimento/Foto: Paulo Pinto

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual provocou reação negativa do movimento sindical.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (18), o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, criticou o aumento da Selic para 10,75% ao ano e afirmou que a medida favorece o mercado financeiro, prejudica os trabalhadores e compromete o desenvolvimento econômico do País.

Segundo a entidade, a manutenção de juros elevados desestimula investimentos, afeta o consumo das famílias e dificulta as campanhas salariais deste semestre.

Leia a seguir a íntegra da nota:

Aumentar os juros é ir na contramão do desenvolvimento do País

Um verdadeiro prêmio aos especuladores. Assim podemos definir a alta na Taxa de Juros Básica, anunciada nesta quarta-feira (18), pelo Copom (Comitê de Política Monetária), que subiu 0,25% ponto percentual. Agora a Taxa está em 10,75%. Aumentar a taxa Selic é ir na contramão do desenvolvimento do País.

É importante destacar que a atual política econômica do Banco Central está destoando dos anseios da classe trabalhadora.

Infelizmente, essa estratégia de gradualismo, subindo a taxa aos poucos, penaliza de forma nefasta, principalmente, os menos favorecidos economicamente e irá atrapalhar as campanhas salariais deste semestre bem como a produção e o consumo das famílias.

Elevar os juros nesse momento traz mais incertezas. O aumento dos juros tende a desestimular o investimento e o consumo no País.
Um Brasil próspero, democrático, soberano e voltado para o bem-estar do seu povo depende de economia forte e juros baixos.

Miguel Torres – Presidente da Força Sindical

Leia também:

Copom eleva juros básicos da economia para 10,75% ao ano

https://radiopeaobrasil.com.br/copom-eleva-juros-basicos-da-economia-para-1075-ao-ano/

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