O SINTETEL e a Comissão de Negociação da FENATTEL rejeitaram a proposta apresentada pela Vivo para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026, na sexta-feira.
Segundo as entidades, a empresa ofereceu reajuste salarial correspondente a 70% do INPC do período, índice considerado insuficiente diante das reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.
Além disso, a Vivo propôs abono correspondente a 50% do salário nominal de agosto, com previsão de pagamento somente em dezembro deste ano aos trabalhadores.
Para o VR e VA, a empresa ofereceu o mesmo percentual do reajuste salarial, enquanto trabalhadores administrativos receberiam apenas 25% do INPC do período.
Da mesma forma, a proposta prevê reajuste correspondente a 70% do INPC para os demais benefícios previstos no Acordo Coletivo de Trabalho da categoria.
Sindicatos rejeitam mudanças na jornada
Entretanto, outro ponto provocou forte reação sindical: a Vivo propôs transformar o domingo em dia normal de trabalho para funcionários que atuam diretamente no campo.
Com essa alteração, trabalhadores poderiam cumprir jornadas de segunda-feira a domingo, enquanto o trabalho realizado aos domingos deixaria de garantir pagamento das respectivas horas extras.
Diante dessas condições, a bancada sindical rejeitou imediatamente a proposta e reafirmou sua posição contrária às mudanças consideradas prejudiciais aos direitos conquistados pela categoria.
“A posição do SINTETEL foi firme e não deixa margem para dúvidas: não aceitaremos precarização, retrocessos ou qualquer medida que prejudique os trabalhadores. Nenhum direito a menos!”
Além disso, o Sindicato defendeu o fim da escala 6×1 como medida necessária para garantir mais qualidade de vida aos trabalhadores e trabalhadoras do setor.
Nesse sentido, o SINTETEL argumenta que a Vivo, maior operadora brasileira, deveria assumir papel pioneiro na implantação da escala 5×2 para todos os seus trabalhadores.
Sindicato cobra benefícios iguais para todos
Outro ponto defendido pela representação sindical envolve a igualdade dos valores de VA e VR pagos aos trabalhadores de campo, lojas, atendimento e áreas administrativas.
Atualmente, segundo o Sindicato, trabalhadores de campo, lojas e atendimento recebem valores menores e reclamam das dificuldades para garantir alimentação adequada durante suas jornadas profissionais.
Entretanto, o SINTETEL ressalta que trabalhadores administrativos não podem assumir essa diferença e cobra da empresa benefícios iguais para todos os empregados da operadora no país.
Para as entidades, cabe exclusivamente à Vivo garantir condições adequadas e valores iguais nos benefícios, evitando diferenças que prejudiquem determinados grupos de trabalhadores da empresa.
Entidades cobram avanço nas negociações
Além disso, o Sindicato considera a negociação coletiva um espaço fundamental para dialogar, resistir às perdas e defender direitos conquistados pelos trabalhadores durante anos de mobilização.
Nesse contexto, SINTETEL e FENATTEL afirmam que permanecerão mobilizados contra qualquer tentativa empresarial de retirar conquistas ou impor condições consideradas prejudiciais aos trabalhadores representados.
“O trabalhador da VIVO merece respeito, valorização e um Acordo Coletivo que avance, e não que represente retrocesso.”
Por isso, as entidades permanecem mobilizadas na mesa de negociação e reforçam que não aceitarão propostas que representem redução de direitos ou precarização das condições profissionais.
“Direitos não se negociam para trás. Se a empresa quer acordo, terá que apresentar uma proposta que respeite e valorize quem faz a VIVO acontecer todos os dias.”
Por fim, representantes da Vivo assumiram o compromisso de avaliar internamente os questionamentos apresentados pelos sindicatos e apresentar uma nova proposta na próxima rodada de negociação.
A próxima reunião está prevista para 10 de setembro, quando SINTETEL e FENATTEL esperam avanços concretos nas cláusulas econômicas, benefícios e condições de trabalho.
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