
Paulinho da Força, presidente nacional do Solidariedade — Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados
O deputado federal e presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força, pediu ao Senado e ao Supremo Tribunal Federal (STF) que apurem informações tornadas públicas sobre integrantes da Corte no contexto do caso Banco Master. Em nota pública em 24 de setembro, ele citou nominalmente os ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux.
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Sobre Mendonça, relator do caso Master no STF, Paulinho afirmou que fatos recentemente revelados e questionamentos sobre a condução da relatoria justificam uma “apuração institucional rigorosa”. Segundo o deputado, ela deve esclarecer dúvidas sobre eventual conflito de interesses, parcialidade ou uso político-eleitoral da função judicial.
Paulinho também pediu esclarecimento completo sobre informações divulgadas envolvendo Nunes Marques e Fux, inclusive referências a familiares e pessoas próximas em diálogos relacionados a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O parlamentar ressalvou que não cabe antecipar culpa ou condenação: a apuração, afirmou, deve respeitar as provas e o devido processo legal.
Independência do STF
A nota combina essa cobrança com a defesa da independência do STF e da soberania brasileira. Paulinho rejeitou qualquer ingerência externa nas eleições e o uso de estruturas do Estado para finalidades político-eleitorais. Para ele, respeitar as instituições não impede a fiscalização de seus integrantes.
“Ninguém deve estar acima da Constituição”, escreveu.
Suspensão de portaria
Nesta terça-feira (29), o Solidariedade apresentou uma iniciativa distinta, ligada à atuação de ministros no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conforme reportagem de Augusto Tenório, da Folha de S.Paulo, Paulinho pediu ao ministro Flávio Dino, do STF, a suspensão da portaria que designou Nunes Marques e Mendonça como juízes auxiliares para fiscalizar a propaganda eleitoral.
Na petição, o partido argumenta que os juízes auxiliares deveriam ser escolhidos pelo plenário do TSE entre ministros substitutos. Nunes Marques e Mendonça são ministros efetivos e ocupam, respectivamente, a presidência e a vice-presidência do tribunal. O Solidariedade sustenta que o acúmulo dessas funções com a atuação no STF prejudica a análise dos pedidos de direito de resposta. Segundo os dados apresentados pelo partido à Folha, apenas 18 de 106 pedidos das campanhas presidenciais de Lula e Flávio Bolsonaro foram apreciados no prazo de 72 horas.
O partido pede a designação de três ministros substitutos e a redistribuição de processos pendentes, sobretudo os pedidos de direito de resposta que já ultrapassaram esse prazo. Ao apresentar a ação, afirmou que não busca favorecer nenhum candidato e que não apoia nem Lula nem Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
Ao divulgar a nota no Facebook, Paulinho resumiu sua posição na frase: “Meu compromisso é com o Brasil”.
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