
Descubra como os eletricitários estão lutando contra o assédio das empresas durante a greve em São Paulo.
A greve dos trabalhadores das empreiteiras do setor elétrico chegou ao segundo dia nesta quinta-feira (4), com mobilizações em diversas regiões do estado de São Paulo. Em vídeo divulgado logo pela manhã, o presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, Eduardo Annunciato, o Chicão, fez um apelo para que os trabalhadores mantenham a adesão ao movimento e não cedam às pressões das empresas.
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Segundo o dirigente, circulam informações de que gestores estariam entrando em contato com trabalhadores para sugerir que a paralisação poderia resultar em demissões ou substituições de funcionários. Chicão classificou a estratégia como uma tentativa de enfraquecer o movimento grevista.
“Estão ligando para os trabalhadores para perguntar se o companheiro perdeu o emprego ou para dizer que a empresa está contratando. Isso não corresponde à realidade do setor”, afirmou.
De acordo com o presidente do Sindicato, tanto as empreiteiras quanto as concessionárias de energia enfrentam dificuldades para contratar profissionais qualificados. Ele ressaltou que há uma carência de eletricitários no mercado e que as próprias empresas frequentemente recorrem ao Sindicato em busca de indicações de trabalhadores.
“As empresas não conseguem contratar eletricistas com facilidade. Se demitirem trabalhadores, terão ainda mais dificuldade para repor a mão de obra. O custo para elas é muito maior”, argumentou.
Chicão também relatou que houve casos de trabalhadores que teriam retornado às atividades em algumas localidades, especialmente na região do Vale do Paraíba, após pressão de gestores. O dirigente classificou a prática como assédio e informou que o Sindicato está reunindo informações para adotar as medidas cabíveis.
“Assédio moral é crime. Vamos identificar essas situações e encaminhá-las para avaliação jurídica”, declarou.
Ao final da mensagem, o presidente reforçou o chamado à unidade da categoria e à manutenção da paralisação. “Estamos juntos na luta. Fiquem firmes e não furem a greve”, concluiu.
A greve foi iniciada após a categoria rejeitar a proposta patronal apresentada nas negociações da campanha salarial. O movimento ocorre após decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), que reconheceu a legalidade da paralisação e reafirmou o direito constitucional de greve dos trabalhadores.
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