PUBLICADO EM 22 de jun de 2026

Incentivo à indústria receberá mais R$ 140 bilhões em 2026

Cerimônia no BNDES/ Foto: Tânia Rego

A política de fortalecimento da indústria nacional, denominada Nova Indústria Brasil (NIB), contará com um aporte adicional de R$ 140 bilhões até o fim de 2026. Com os novos recursos, o volume total de investimentos destinados ao programa desde 2023 alcançará R$ 750 bilhões.

Do montante anunciado, R$ 102,5 bilhões serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), enquanto a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), contribuirá com R$ 37,5 bilhões.

O anúncio foi realizado nesta segunda-feira (22), durante a cerimônia de comemoração dos 74 anos do BNDES, no Rio de Janeiro, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente do banco, Aloizio Mercadante, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de ministros.

Áreas estratégicas

Os novos investimentos serão direcionados para setores considerados estratégicos para o desenvolvimento industrial do país, entre eles fertilizantes, máquinas agrícolas, insumos farmacêuticos ativos (IFAs), biofármacos, terapias avançadas, mobilidade sustentável, inteligência artificial, audiovisual, minerais críticos e tecnologias de aplicação civil e militar.

Durante o evento, Aloizio Mercadante afirmou que o BNDES tem desempenhado papel central na retomada da indústria brasileira, destacando que o setor voltou a ocupar a liderança entre as áreas financiadas pela instituição.

Participação do setor privado

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, ressaltou que os investimentos públicos têm sido acompanhados pela iniciativa privada. Segundo ele, em quatro das seis missões estratégicas definidas pela Nova Indústria Brasil, a maior parte dos recursos é proveniente do setor empresarial, enquanto o BNDES atua como indutor dos investimentos.

Na mesma cerimônia, o governo federal lançou o Portal Investe Indústria Brasil, desenvolvido com apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). A plataforma permitirá que empresas dos setores estratégicos registrem intenções de investimento e apontem obstáculos que dificultam a execução de projetos.

O presidente Lula destacou a importância do corpo técnico do BNDES para a implementação das políticas de desenvolvimento econômico e industrial.

Parceria para minerais críticos

BNDES e Petrobras também anunciaram uma parceria voltada ao desenvolvimento de pesquisas, inovação e novas tecnologias relacionadas aos minerais críticos e estratégicos, considerados essenciais para as cadeias produtivas da transição energética e dos setores de óleo e gás.

A iniciativa prevê o compartilhamento de informações e análises sobre lacunas tecnológicas e de capacidade produtiva. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a estatal pretende ampliar sua atuação nesse segmento e fortalecer a participação do Brasil na cadeia global de fornecimento de minerais críticos.

Leilão de créditos de carbono

As duas instituições divulgaram ainda o resultado do primeiro leilão do ProFloresta+, programa destinado à compra de créditos de carbono gerados pela restauração de áreas degradadas da Amazônia.

Foram selecionadas as empresas Systemica, brCarbon e re.green. A expectativa é que a iniciativa mobilize cerca de R$ 450 milhões em investimentos, gere aproximadamente 6,3 mil empregos verdes, possibilite o plantio de mais de 25 milhões de árvores nativas e contribua para a captura de 5 milhões de toneladas de carbono.

Financiamento para bicicletas elétricas

Durante a celebração dos 74 anos do BNDES, também foi anunciado um financiamento de R$ 340 milhões para a Tembici, empresa especializada no aluguel de bicicletas. Os recursos serão destinados à aquisição de até 85 mil bicicletas elétricas (e-bikes), que serão disponibilizadas a entregadores de plataformas digitais com custo estimado 25% inferior ao praticado atualmente, ampliando o acesso à mobilidade sustentável e incentivando alternativas de transporte de baixo impacto ambiental.

Fonte: Agência Brasil

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