
Socióloga Adriana Marcolino, diretoria técnica do Dieese
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,6% no trimestre encerrado em agosto, segundo dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O resultado representa mais um indicador positivo do mercado de trabalho brasileiro, que vem apresentando recuperação gradual nos últimos meses.
Para a diretora técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, Adriana Marcolino, a redução do desemprego demonstra a capacidade da economia de gerar postos de trabalho, ainda que persistam desafios relacionados à qualidade das vagas e à renda dos trabalhadores.
Segundo Adriana, o desempenho do emprego está ligado à retomada de setores importantes da economia, especialmente serviços, comércio e construção civil. Ela destaca, porém, que parte das ocupações criadas ainda está concentrada em atividades informais, o que exige atenção das políticas públicas e do movimento sindical.
“A queda do desemprego é um dado importante porque significa mais pessoas conseguindo trabalho e renda. Mas ainda temos um cenário em que muitos trabalhadores enfrentam informalidade, baixos salários e jornadas precárias”, avalia a diretora técnica do DIEESE.
Os dados do IBGE também mostram aumento do número de pessoas ocupadas e crescimento da massa salarial, fatores que ajudam a movimentar a economia e fortalecer o consumo das famílias.
Especialistas avaliam que a continuidade da redução do desemprego dependerá do ritmo da atividade econômica, dos investimentos públicos e privados e da manutenção de políticas voltadas à geração de empregos formais.
O movimento sindical acompanha os indicadores com atenção e defende que o crescimento do emprego venha acompanhado de valorização salarial, fortalecimento da negociação coletiva e melhores condições de trabalho.
Confira a entrevista completa:
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