PUBLICADO EM 16 de out de 2026

Centrais celebram vitória histórica da classe trabalhadora

Centrais Sindicais celebram a jornada de 40 horas e o fim da escala 6×1, destacando o protagonismo sindical nessa conquista histórica

Centrais celebram vitória histórica da classe trabalhadora

Centrais sindicais realizaram ato no Vão Livre do Masp em fevereiro de 2011. Após décadas de mobilização e luta foi promulgada a maior mudança das jornadas de trabalho no Brasil desde a criação da CLT na década de 40 e da Constituição de 1988

As Centrais Sindicais celebraram, nesta sexta-feira, 16 de outubro, a promulgação da emenda constitucional que reduz a jornada semanal de trabalho para 40 horas e encerra a escala 6×1.

Em nota conjunta, as entidades classificaram a conquista como avanço civilizatório histórico e destacaram o protagonismo do movimento sindical na defesa dos direitos dos trabalhadores brasileiros.

Além disso, as Centrais ressaltaram que a vitória resultou da mobilização das bases, das negociações institucionais e do diálogo com o Congresso Nacional e Governo Federal.

O documento também reconhece a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que priorizou a proposta e contribuiu para sua aprovação no Congresso Nacional brasileiro.

Segundo as entidades, a mudança beneficiará mais de 37 milhões de trabalhadores com jornadas superiores a 40 horas, incluindo 14 milhões submetidos à escala 6×1 atualmente.

Consequentemente, milhões de famílias poderão conquistar mais tempo para convivência, saúde, educação e lazer, especialmente as mulheres, que enfrentam jornadas intensas de trabalho e cuidados.

Por fim, as Centrais reafirmaram a importância da democracia e da organização sindical para preservar conquistas, ampliar direitos e garantir melhores condições de vida aos trabalhadores.

Leia, a seguir, a íntegra da nota das Centrais Sindicais:

Vitória da classe trabalhadora, redução da jornada e fim da escala 6×1 são avanço civilizatório

O Congresso Nacional promulgou nesta sexta-feira, 16 de outubro, um dos maiores avanços civilizatórios da nossa história. Neste dia histórico em que é promulgada a PEC (Proposta de Emenda à Constituição), que reduziu a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e extinguiu a desumana escala seis por um, as Centrais Sindicais destacam a trajetória de resistência e luta do movimento sindical para que esse marco, essa vitória da classe trabalhadora fosse alcançada.

Testemunhamos hoje a transformação em emenda constitucional da maior mudança das jornadas de trabalho no Brasil desde a criação da CLT na década de 40 e da Constituição de 1988. As Centrais Sindicais, Confederações, Federações e Sindicatos celebram esta conquista para as trabalhadoras e os trabalhadores brasileiros com a certeza de que foram agentes determinantes dessa história.

Uma conquista que começou com a aprovação da PEC na Câmara dos Deputados, depois de um exitoso processo democrático de negociação institucional e diálogo social construído junto a deputados e deputadas e o compromisso e ação do Governo Federal, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que priorizou e agiu em defesa dessa mudança tão crucial para todo o povo brasileiro.

O caminho para aprovação da PEC no Senado foi árduo e exigiu muita ação institucional por parte das centrais sindicais e a decisiva mobilização das bases, que responderam ao chamado e fizeram a diferença ao exigir nas ruas e em todos os espaços que senadores e senadoras votassem e aprovassem a proposta.

A redução da jornada e o fim da escala 6×1 beneficiarão mais de 37 milhões de trabalhadores e trabalhadoras com jornada acima de 40 horas, dos quais 14 milhões que trabalham na famigerada escala 6×1. Números superiores à população de muitos países.

São pais, mães, filhos, irmãs, avós, principalmente as mulheres, que, a partir de agora, terão direito a mais tempo com a família, mais tempo para cuidar da saúde, estudar e para o lazer. Tempo é qualidade de vida e só quem não tinha, e agora terá, sabe o que significa este avanço.

As Centrais Sindicais destacam que o Brasil precisa seguir no rumo da civilidade e da democracia para que essa conquista que comemoramos hoje seja preservada e faça valer uma vida mais digna e com mais qualidade para a classe trabalhadora.

Viva esta vitória da classe trabalhadora brasileira!

Brasília, 16 de outubro de 2026

Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Antônio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)
Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)
Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora
José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor
Luiz de Souza Arraes, Fórum Sindical de Trabalhadores

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