A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo acontece até 13 de setembro, no Distrito Anhembi, com números recordes. Considerada pela organização a maior edição de sua história, a feira reúne 350 autores nacionais e internacionais, 269 expositores e 11 espaços culturais.
A expectativa da Câmara Brasileira do Livro (CBL), responsável pela realização do evento, é receber mais de 700 mil visitantes. Ao todo, serão 3.450 horas de atividades, distribuídas por espaços temáticos com identidades próprias e curadorias especializadas.
Entre os autores brasileiros confirmados estão Conceição Evaristo, Eliana Alves Cruz, Ruy Castro, Lilia Schwarcz, Fernando Morais, Itamar Vieira Junior, Aline Bei, Socorro Acioli, Giovana Madalosso, Jefferson Tenório e Bethania Pires Amaro.
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia também participa desta edição. Ela lançou recentemente, em parceria com a cientista política Heloisa Starling, o livro “Pela mão do povo — Democracia e voto no Brasil”. A obra aborda a história da democracia brasileira por meio das eleições, das leis e da participação dos eleitores.
Conceição Evaristo celebra 80 anos de escrevivência
Um dos destaques da programação é a mesa “Conceição Evaristo: 80 anos de escrevivência”, que reunirá Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz para uma conversa sobre literatura, memória, ancestralidade e o conceito de escrevivência.
Eliana Alves Cruz também participará de um encontro com Marcelino Freire e Estevão Ribeiro sobre o recém-lançado livro “Escreviventes”. A obra surgiu de uma conversa entre Conceição e Eliana, gravada durante dois dias na Kaza 123, quilombo urbano localizado no Rio de Janeiro. O material também ganhará uma versão em documentário, dirigida por Estevão Ribeiro.
Outra atração é Bethania Pires Amaro, autora de “Ninho”, vencedor dos prêmios Jabuti, APCA e Sesc de Literatura na categoria Contos. Neste ano, ela estreou no romance com “Ressalga”, obra que recupera histórias de mulheres que trabalhavam como profissionais do sexo entre as décadas de 1950 e 1970 na Ladeira da Montanha, antigo reduto boêmio de Salvador.
Autores internacionais
Entre os convidados estrangeiros estão Ana Huang, autora de “Amor Corrompido” e fenômeno nas comunidades literárias do TikTok, e Alice Oseman, criadora da série “Heartstopper”, que ganhou adaptação audiovisual e aborda temas relacionados à adolescência e à população LGBTQIA+.
A jornalista britânica Lesley-Ann Jones, autora de biografias de artistas como David Bowie, John Lennon, Rolling Stones e Freddie Mercury, participa dos debates “Freddie Mercury: o que ainda não sabíamos” e “Música, memória e legado”.
A Espanha é o país convidado de honra desta edição. Com curadoria da escritora Marta Sanz, um espaço de aproximadamente 500 metros quadrados recebe debates, encontros literários e exposições dedicados à diversidade da literatura espanhola contemporânea. A iniciativa busca fortalecer o intercâmbio cultural e editorial entre Espanha e Brasil.
Bienal ocupa área recorde
A edição de 2026 ocupa 86 mil metros quadrados, aumento de 28% em comparação com a anterior. A área comercial cresceu 20%, os espaços destinados à programação cultural foram ampliados em 4,7% e a praça de alimentação aumentou 8,8%.
A nova estrutura também conta com mais áreas de descanso, convivência e experiências culturais.
“Mais do que uma feira, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo é um grande ponto de encontro do ecossistema do livro. O crescimento da área comercial e a forte adesão do mercado demonstram sua importância como plataforma de negócios, valorização da leitura e conexão entre diferentes públicos”, afirmou a presidente da CBL, Sevani Matos.
Fonte: Com Agência Brasil
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