
O Sintrabor revela problemas enfrentados por trabalhadores da Prometeon, incluindo alimentação e assédio moral. Saiba mais aqui.
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Artefatos de Borracha, Pneumáticos e Afins da Grande São Paulo e Região (Sintrabor) divulgou, nesta quarta-feira (23), um boletim com reclamações de trabalhadores da Prometeon sobre as condições oferecidas na fábrica. Entre os problemas apontados estão a qualidade da comida servida no restaurante, falhas recorrentes nas máquinas de café, dificuldades para obter uniformes e denúncias de assédio moral.
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Segundo o sindicato, trabalhadores relatam que as refeições já foram servidas cruas, ressecadas ou frias. O boletim também questiona a variedade do cardápio e afirma que, após cobranças feitas à empresa, houve uma melhora temporária, seguida pelo retorno dos problemas. A entidade cita ainda a situação dos empregados do terceiro turno, que, conforme o relato, precisam levar comida de casa para jantar de maneira adequada nos fins de semana.
O Sintrabor afirma ter sugerido melhorias no serviço de alimentação, mas diz que elas ainda não foram implementadas. Diante da persistência das queixas, defende que a Prometeon reavalie o contrato com a fornecedora Sapore e assegure refeições adequadas aos funcionários.
As máquinas de café também são alvo de reclamações. De acordo com o boletim, os equipamentos apresentam defeitos frequentes e, mesmo quando funcionam, por vezes faltam insumos para preparar a bebida. O sindicato observa que o intervalo de 11 minutos e 30 segundos seria insuficiente para que os trabalhadores se desloquem até uma padaria. Por isso, cobra o funcionamento regular das máquinas dentro da fábrica.
Sindicato relata falta de uniformes
Outra reivindicação diz respeito ao fornecimento de uniformes. O Sintrabor afirma que trabalhadores têm feito plantão no almoxarifado para conseguir peças de roupa. O boletim relata ainda que mulheres contratadas pela empresa estariam usando uniformes masculinos por falta de peças no modelo feminino.
Para a entidade, a rotatividade de funcionários não justifica a dificuldade no fornecimento. O sindicato cobra que a Prometeon disponibilize uniformes adequados e em quantidade suficiente para todos os empregados.
Queixas de assédio moral
O boletim também registra relatos de assédio moral dentro da fábrica. Segundo o Sintrabor, trabalhadores afirmam que reclamações anteriores não resultaram em providências e que há desconfiança em relação à eficácia do canal interno de denúncias da empresa.
A entidade exige que os relatos sejam apurados e que os funcionários possam trabalhar em um ambiente livre de constrangimentos e abusos.
“Ninguém merece ser maltratado, ainda mais dentro do ambiente no qual ele está ali em busca do sustento da sua família”, afirma o texto sindical.
Ao reunir as reivindicações, o Sintrabor cobra explicações e medidas da direção da Prometeon. As ocorrências descritas nesta matéria são denúncias e relatos publicados pelo sindicato; o boletim não apresenta uma manifestação da empresa sobre os pontos levantados.
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