PUBLICADO EM 16 de maio de 2022

Sindicalistas da Força debatem conjuntura econômica e política

Dirigentes da Força Sindical em reunião na sede da central

Dirigentes da Força Sindical em reunião na sede da central

 

Em reunião por videoconferência, realizada hoje na sede da Força Sindical, dezenas de sindicalistas de todas as regiões debateram a atual conjuntura econômica e política do País.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, ressaltou a importância  de debatermos propostas para o desenvolvimento, voltado para a geração de empregos, renda, inflação e as eleições deste ano. “É importante falarmos sobre os problemas que estão afetando todo o povo”, alertou.
“A desigualdade se amplia, o desemprego atinge índices alarmantes, assim como a carestia e a miséria que penalizam, principalmente, os menos favorecidos economicamente”, disse o líder da Força Sindical.
O coordenador de geral do Dieese (Departamento Intersindical de estatísticas e Estudos Sócio-Econômico ), Fausto  Augusto Jr., fez uma apresentação sobre a questão econômica e sindical. Para ele, o povo brasileiro vive um cenário muito ruim, com uma inflação que ultrapassa 12% impacta diretamente na renda e no poder compra dos brasileiros.
“A estratégia do Banco Central de aumentar constantemente os juros tem pouca eficiêcia”, criticou Fausto Augusto.  A volta da inflação, explicou, é resultando também da falta de uma política pública  voltada para o desenvolvimento sustentável. “O governo Bolsonaro não tem uma estratégia para o estoque regulador e estamos assistindo o governo desorganizar a agricultura familiar”.
Sobre os aumentos sucessivos nos  preços dos combustíveis, o economista  lembrou que isso impacta diretamente em toda economia, penalizando os mais pobres. “A Petrobras tem uma política  que beneficia muito os acionistas”, apontou.
Segundo ele, o governo tem uma clara intenção de estrangular o movimento sindical. O  economista também duras críticas a política fomentada pelos tecnocratas do governo e de setores da sociedade de transformar a negociação coletiva em acordos individuais.
O ex-ministro, Gilberto Carvalho, convidado para falar sobre política no Brasil, ressaltou a importância das eleições neste ano. No cenário atual, segundo ele, as eleições serão “uma guerra”.  De acordo com ex-ministro da Casa Civil, a sociedade precisa ficar muito atenta ao “uso maldoso das  mentiras, Fake News e distorções da realidade.
Ele fez duras críticas ao chamado “orçamento secreto”, que são verbas   públicas destinadas a projetos definidos por parlamentares, sem muita transparência.  “O governo tirou dinheiro de importantes políticas públicas da saúde e educação, por exemplo, para reforçar o orçamento secreto”. Carvalho sugeriu a formação de comitês populares  para esclarecer a sociedade e fortalecer a luta por mudanças.
Neste momento, é necessário intensificar as nossas lutas, mobilizar a sociedade, “reunir a força da classe trabalhadora”, concordou o vice-presidente da Força , Sérgio Luiz Leite, o Serginho.
O presidente da Força Maranhão,  José Ribamar Frazão,  destacou a importancia de dos movimentos sindicais e social no processo eleitoral. “Esse é o nosso novo Brasil pode ser diferente e depende de nós”, disse o presidente da Força Santa Catarina. Oswaldo Mafra.
O secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna, defendeu a imediata a implementação de políticas que priorizem a retomada do investimento. Ele também falou que a próxima reunião da direção nacional acontecerá no próximo dia 23, segunda-feira.
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