PUBLICADO EM 14 de mar de 2022
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Servidores municipais de São Paulo protestaram em frente a prefeitura

Na sexta-feira (11) os servidores municipais de São Paulo realizaram manifestação em frente a prefeitura no Viaduto do Chá para mostrar a indignação e cobrar aumento salarial.

Durante 20 anos, os servidores têm aumento de 0,01%, que não repõem nem a inflação e segundo o presidente do Sindsep, Sérgio Mantiqueira, falou sobre o assunto e que a cidade tem orçamento para conceder aumento. “O orçamento do ano passado cresceu 21%, fora os R$ 27 bilhões que eles deixaram guardado de um ano para o outro. Não está faltando dinheiro. Está faltando vergonha para esse governo”.

Líderes de outras entidades dos servidores que compõem o Fórum dos Servidores, lembraram que a inflação pela qual o país passa. São 20 anos que os servidores públicos não têm reajuste e são humilhados.

Para o vice-presidente do Sindsep e presidente eleito para o próximo mandato do Sindsep, João Gabriel Buonavita, já não temos mais na cidade, política de estado mínimo, mas de estado zero. “Eles abrem concurso, mas com salários tão baixos que ninguém quer. Ninguém fica. Temos que ser firmes para dizer que não dá mais. Não dá mais para esperar. Se esperar mais um pouco eles vão acabar com os serviços públicos. Algumas secretarias não têm servidores mais”.

Os trabalhadores cobram melhores condições de trabalho com a valorização dos serviços públicos e servidores.A dirigente do Sindsep, Sheila Costa, revelou a situação das escolar, onde crianças recebem merenda de péssima qualidade, uma vez que as nutricionistas não conseguem realizar a fiscalização por não terem um carro à disposição.

Situação crítica

O momento que o país está vivendo tem colocado pessoas em situações difíceis ao ponto de passar fome e isso aconteceu com uma servidora aposentada que foi relatado por Aline Barbosa, servidora do AE CECI e diretora eleita para o próximo mandato do Sindsep.

Aline recebeu uma mensagem da servidora aposentada que dizia: “Companheira, esse mês fiquei sem salário, nem uma banana tenho para comer”.

E para piorar, com a mudança da previdência da cidade, aposentados que recebem mais de um salário mínimo terão um desconto de 14%, que aumentará a dificuldade financeira de muita gente.

Reunião

Durante o ato, os líderes sindicais cobraram reunião com representantes da prefeitura e que ocorreu.

Uma comissão foi recebida pelo secretário executivo de Gestão, Fabricio Cobra, pelo secretário adjunto da Casa Civil, Marcelo Del Bosco Amaral,e pelo assessor de Relações do Trabalho, Gustavo Schorr.

Durante a reunião foram discutidos assuntos como concursos públicos, realização de reuniões por categoria, reajuste salarial e o reversão da reforma da previdência (Sampaprev II), e que o governo já disse que será difícil que ocorra alguma mudança.

Sobre o reajuste salarial, a Secretaria da Fazenda está realizando um estudo, mas ainda não há uma posição sobre as pautas econômicas. Os sindicalistas pediram uma posição sobre o assunto e um prazo. Uma nova reunião será realizada em 6 de abril, sem compromisso com apresentação de propostas.

Para essa próxima reunião é necessária uma grande manifestação e pressão. “Estamos de parabéns e no dia 6 de abril precisamos fechar a frente dessa rua, precisamos fechar o Viaduto do Chá, a Líbero Badaró, com gente que foi capaz de lutar contra a reforma da previdência. Vamos lutar pela valorização, por uma vida digna”, declarou Sérgio.

Fonte: Redação Mundo Sindical – com informações do Sindsep

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