PUBLICADO EM 19 de fev de 2020
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Polícia militar reprime greve dos caminhoneiros no porto de Santos

A Polícia Militar reprimiu com bombas a greve de 24 horas dos caminhoneiros no porto de Santos, no litoral paulista. A paralisação, que teve início à zero hora da segunda (17), foi um protesto contra o novo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do cais e em defesa de um valor mínimo para serviços de frete, o chamado Piso Mínimo do Frete.

O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos (Sindicam), Alexsandro Viviani, foi preso durante o protesto. O sindicalista foi encaminhado à delegacia, pela Força Tática e após prestar esclarecimentos, foi liberado às 16h30.

A mobilização acontecia pacificamente, sem obstrução das vias de acesso. Às 12h30, com o aumento da adesão ao movimento, a PM lançou bomba de efeito moral sobre os manifestantes e prendeu o presidente da categoria, alegando descumprimento de ordem legal de não obstrução das vias.

A categoria deve cruzar os braços nesta quarta (19), em todo o País, pela manutenção do piso do frete. Os caminhoneiros protestam contra a suspensão da votação no Supremo Tribunal Federal (STF) da constitucionalidade da tabela do frete.

O julgamento no Supremo estava marcado para esta hoje, mas foi adiado pelo ministro Luiz Fux, relator do caso, a pedido da Advocacia Geral da União (AGU). Uma reunião de conciliação foi agendada para o dia 10 de março pelo ministro.

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim (Chorão), a ideia foi manter a mobilização, que já estava sendo organizada para a data em função do julgamento.

“Estamos pedindo para que a categoria não carregue ou estenda faixas, que cruze os braços mesmo. Já temos definido que não vamos aceitar o retrocesso”, declarou Chorão. A paralisação deve ocorrer das 6 às 18 horas.

Fonte: Agência Sindical

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