
O Novembro Azul traz à tona a discussão sobre câncer de próstata e cuidados essenciais para a saúde do homem durante todo o ano.
O Novembro Azul ganhou espaço nas redes sociais do SinSaúdeSP, do Sindicato dos Químicos de Rio Claro, do Sintepav Bahia, do Sinpospetro RJ, do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região e da Fecomerciários. Nas postagens, as entidades chamam a atenção para o câncer de próstata e reforçam a importância de cuidar da saúde durante todo o ano.
Leia também:
CNC pede adiamento da redução da jornada
Realizada em novembro e identificada pelo laço azul, a campanha ajuda a abrir uma conversa que muitos homens ainda adiam por medo, vergonha ou preconceito. Embora o câncer de próstata seja um dos principais temas da mobilização, o cuidado com a saúde masculina inclui o acompanhamento de doenças crônicas, a vacinação e a atenção à saúde mental. Uma consulta também é uma oportunidade para tirar dúvidas e conversar sobre mudanças percebidas no corpo.
Sindicatos levam a campanha às suas categorias
O Sindicato dos Químicos de Rio Claro aproxima a campanha do cotidiano da categoria com a mensagem “Cuidar da saúde também é atitude de trabalhador”. Já o Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região destaca que a saúde masculina não deve ser tabu. A Fecomerciários usa o laço e o bigode, símbolos da mobilização, para chamar a atenção dos comerciários para o câncer de próstata.
O Sintepav Bahia publicou uma série de cards dirigidos aos trabalhadores, com incentivo à procura por atendimento e alertas sobre alterações urinárias que merecem avaliação. O Sinpospetro RJ também aderiu ao Novembro Azul, levando a pauta da saúde masculina à categoria dos frentistas.
O SinSaúdeSP destacou ainda uma condição concreta para que os trabalhadores consigam cuidar da saúde. Segundo o sindicato, a convenção coletiva citada na postagem garante aos homens com mais de 40 anos abrangidos pelo instrumento até três dias de ausência abonada por ano para a realização de exames preventivos de câncer. A divulgação da cláusula ajuda a categoria a conhecer um direito que facilita o acesso ao atendimento.
Quando procurar atendimento
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens no Brasil, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. A idade e o histórico familiar estão entre os fatores de risco. Dificuldade para urinar, jato urinário mais fraco, sangue na urina ou aumento da frequência urinária merecem avaliação. Esses sinais também podem ter outras causas, e a investigação é importante para identificar o que está acontecendo.
O diagnóstico precoce pode melhorar as perspectivas de tratamento. Para homens sem sintomas, o Ministério da Saúde e o INCA orientam que a decisão sobre exames de rastreamento, como o PSA e o toque retal, seja discutida individualmente com um profissional de saúde, considerando os possíveis benefícios e riscos. A unidade básica de saúde é um ponto de partida para buscar orientação e manter o acompanhamento ao longo do ano.
Leia também:
Como o lockdown ficou registrado nas árvores de São Paulo


