Sindicatos e movimentos sociais europeus iniciam novembro de 2026 com greves, manifestações e paralisações contra cortes orçamentários, perda do poder de compra e precarização do trabalho. A França abriu a mobilização nesta quinta-feira (5), com manifestações em diversas cidades.
A Europa enfrenta um novembro marcado por greves gerais, manifestações e mobilizações sindicais contra medidas de austeridade, inflação, precarização do trabalho e redução de direitos.
Nesta quinta-feira (5), trabalhadores franceses iniciaram uma jornada nacional de protestos, convocada por organizações sindicais e movimentos estudantis contra políticas econômicas do governo Emmanuel Macron.
França abre calendário de mobilizações
Após semanas de manifestações, sindicatos franceses intensificaram a mobilização por reajustes salariais, preservação dos serviços públicos e medidas para enfrentar o aumento do custo de vida.
Além disso, trabalhadores dos transportes, da educação e de outros serviços participaram das paralisações, enquanto estudantes também organizaram manifestações em diferentes cidades do território francês.
Nesse sentido, as organizações sindicais reivindicam melhores salários, proteção dos empregos, justiça fiscal e investimentos públicos, além de questionarem restrições impostas ao direito de manifestação.
Calendário das mobilizações
5 de novembro — França
Sindicatos convocaram uma mobilização nacional envolvendo trabalhadores dos transportes, aeroportos, escolas e serviços públicos, com reivindicações salariais e críticas às medidas de austeridade governamental.
11 de novembro — Espanha
Organizações sindicais anunciam uma greve nacional de 24 horas contra a especulação imobiliária, pela garantia de moradia digna e pela valorização dos salários dos trabalhadores.
20 a 22 de novembro — Itália
Sindicatos italianos programam paralisações nos setores ferroviário, aéreo e de transporte público, incluindo trabalhadores da aviação civil e profissionais responsáveis pelo controle do tráfego aéreo.
Além disso, o calendário prevê interrupções ferroviárias entre os dias 20 e 21, seguidas por paralisações em aeroportos e importantes terminais logísticos do território italiano.
23 de novembro — Bélgica
Na Bélgica, organizações sindicais preparam uma manifestação nacional em Bruxelas contra medidas de austeridade, cortes sociais e propostas que ameaçam direitos trabalhistas conquistados pelos trabalhadores.
24 de novembro — Portugal
Em Portugal, movimentos sociais e sindicatos anunciam protestos em Lisboa contra o aumento do custo de vida, a crise habitacional e a perda de renda.
Além disso, os manifestantes reivindicam reajustes salariais, valorização das aposentadorias e medidas para conter os preços dos aluguéis, ampliando a mobilização por melhores condições sociais.
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