PUBLICADO EM 10 de jul de 2018
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Colunista Zoel Garcia Siqueira Siqueira

Síndrome de Stalingrado eliminou Alemanha da copa

Os comentaristas esportivos de todos os canais de televisão abertos e fechados, os cronistas setoriais da imprensa escrita, os conhecedores das táticas futebolistas, ou seja, todos os profissionais que cobrem a copa do mundo da Rússia buscam explicações para a ridícula participação da poderosa seleção alemã, que ficou em último lugar em sua chave e foi eliminada precocemente.

Eliminação na primeira fase só tinha ocorrido com a Alemanha na copa de 1954. A mesma poderosa Alemanha que venceu o Brasil por 7 x 1 em 2014 e tornou-se campeã ao derrotar, na final, a Argentina.

A potente Alemanha de quatro títulos mundiais não passou para a segunda fase em uma chave que tinha México, Coréia do Sul e Suécia. Os especialistas questionam o esquema tático adotado, o 4 por 4 por 2 ou o 5 por 3 por 2.
Aventam inclusive se o time não tinha nenhum esquema tático e daí sua eliminação prematura.

Vou tentar explicar a tremedeira ocorrida com os jogadores da poderosa seleção da Alemanha com base na História, método pouco usado pelos cronistas esportivos para analisar a eliminação de uma seleção em copa do mundo.

Para isso, lembro o conflito ideológico conhecido como ‘guerra fria’, que até hoje leva os brasileiros a acreditarem, erradamente, que o grande vencedor da segunda guerra foram os Estados Unidos.

Pensam assim pelo fato dos norte-americanos terem organizado o desembarque dos aliados no norte da França, em 1944, no episódio conhecido como o ‘dia d’. Essa versão praticamente excluiu de nossos livros escolares o histórico embate gerador da primeira derrota do exército nazista, que foi a ‘batalha de Stalingrado’.

Após esse conflito, o exército nazista nunca mais foi o mesmo, até sua rendição total, sob pressão do ‘exército vermelho’, em 1945.

Hoje, a cidade de Stalingrado mudou de nome para Volgogrado e é uma das sedes da copa do mundo. Provavelmente com base no passado, os jogadores da poderosa seleção alemã, receosos de uma nova derrota, tenham sentido a tremedeira que gerou sua eliminação precoce do mundial da Rússia.

Fiz essa analogia histórica para cumprir um dos objetivos do estudo dessa ciência, que é o de conhecer verdadeiramente os erros do passado, para não mais cometer os mesmos erros no presente.

Zoel é professor, formado em sociologia e diretor financeiro do Sindserv (sindicato dos servidores municipais) Guarujá

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