PUBLICADO EM 28 de abr de 2026

Sindicatos promovem ato representativo do Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho

Evento no Palácio do Trabalhador reuniu especialistas e sindicalistas para debater prevenção, fiscalização e doenças ocupacionais no 28 de Abril

Evento no Palácio do Trabalhador reuniu especialistas e sindicalistas para debater prevenção, fiscalização e doenças ocupacionais

Evento no Palácio do Trabalhador reuniu especialistas e sindicalistas para debater prevenção, fiscalização e doenças ocupacionais

O Palácio do Trabalhador sediou, nesta terça-feira, o ato do 28 de Abril, reunindo dirigentes sindicais, especialistas e trabalhadores para debater saúde e segurança no trabalho. A atividade marcou o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.

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A programação do seminário teve como foco a atualização técnica e política sobre a saúde do trabalhador. O evento foi organizado pelo secretário Nacional de Saúde e Segurança no Trabalho da Força Sindical, Luiz Carlos de Oliveira (Luizinho), que destacou a necessidade de fortalecer a prevenção, ampliar a fiscalização e garantir ambientes seguros. Segundo ele, “preservar a vida do trabalhador deve ser prioridade permanente, com o cumprimento e a atualização das normas regulamentadoras”.

“Defendemos mais investimentos em políticas públicas, estrutura para a inspeção do trabalho e valorização dos profissionais que atuam na área de saúde e segurança. Somente com compromisso coletivo, responsabilidade empresarial e ação firme do Estado conseguiremos reduzir acidentes, combater o adoecimento e assegurar condições dignas para todos os trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou Luizinho.

Luiz Carlos de Oliveira (Luizinho), secretário Nacional de Saúde e Segurança da Força Sindical, responsável pela organização do evento

Luiz Carlos de Oliveira (Luizinho), secretário Nacional de Saúde e Segurança da Força Sindical, responsável pela organização do evento

Sem saúde não se tem nada

O secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Jorge Carlos de Morais (Araken), reforçou a centralidade da saúde na vida do trabalhador. “O trabalho dos cipeiros e técnicos de segurança é fundamental e, sendo assim, quero aqui pedir uma salva de palmas para todos os cipeiros, técnicos de segurança e também para as companheiras mulheres, que enfrentam jornadas ainda mais difíceis.”

Já o secretário de Relações Sindicais da Força Sindical, Geraldino dos Santos Silva, destacou a centralidade do tema:

“Sem saúde, ninguém produz nada. E, por essa razão, a questão da saúde hoje faz parte da pauta da nossa Central e de todas as centrais sindicais.”

Geraldino Santos, dos Metalúrgicos de São Paulo

Geraldino Santos, dos Metalúrgicos de São Paulo

Marcha da Classe Trabalhadora

O presidente da Fequimfar e vice-presidente da Força Sindical, Sérgio Luiz Leite (Serginho), reconheceu a atuação do setor químico na área de saúde e segurança.

“Esse compromisso diário mostra a seriedade com o tema”, afirmou.

Ele também mencionou a Marcha da Classe Trabalhadora, realizada em Brasília, quando o movimento sindical entregou sua pauta aos principais poderes do país.

“Entre as reivindicações, destacamos o fortalecimento do SUS e da fiscalização do trabalho, fundamentais para garantir saúde e segurança, especialmente após um período de enfraquecimento dessas estruturas.”

Sérgio Leite, Serginho, da Fequimfar

Sérgio Leite, Serginho, da Fequimfar

Redução da jornada e saúde

Serginho relacionou diretamente a redução da jornada à saúde dos trabalhadores.

“Esse encontro precisa fortalecer a luta pela redução da jornada, pelo fim da escala 6×1 e pelo combate à pejotização, que traz enormes prejuízos aos trabalhadores. A pejotização não afeta apenas a relação de emprego. Ela prejudica o FGTS, o financiamento da moradia popular, o seguro-desemprego, a qualificação profissional e diversos programas sociais. Também compromete o financiamento do Sistema S e impacta o BNDES, já que grande parte de seus recursos vem do Fundo de Amparo ao Trabalhador. Por isso, combater a pejotização é uma pauta estratégica e essencial para o movimento sindical.”

O presidente do Sintracon-SP, Ramalho da Construção, destacou a importância histórica do tema e relembrou a ausência de normas no passado.

“No sindicato, temos um companheiro que dá palestras diariamente, das sete às oito e meia da manhã. Ele fala muito sobre saúde mental, um dos problemas mais sérios da atualidade, além da prevenção às drogas.”

Representando o presidente do Sindicato dos Eletricitários , Eduardo Annunciatto Chicão, o diretor Sérgio Canuto destacou o orgulho da categoria em participar de espaços de debate sobre saúde e segurança.

“Sou eletricitário há 40 anos. Energia não se vê, não tem cheiro, e é extremamente perigosa. Para nós, é uma honra participar de qualquer iniciativa que trate da proteção à vida no trabalho.”

Canuto também valorizou o papel dos auditores fiscais e reafirmou o compromisso da categoria com a defesa dos trabalhadores:

“Os eletricitários de São Paulo parabenizam todos os auditores e se colocam à disposição para contribuir no que for necessário, sempre com o objetivo de preservar vidas.”

Fiscalização e políticas públicas

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e região, Gilberto Almazan (Ratinho), ressaltou a importância da ampliação da fiscalização.

“Nós sabemos do esforço que ele tem feito para ampliar o número de auditores fiscais, o que é fundamental. Além disso, lutou para trazer esses profissionais para São Paulo.”

Ele também apontou a resistência das empresas em discutir a organização do trabalho:

“Elas aceitam debater PLR, proteção de máquinas e até reajustes salariais, mas resistem quando o tema é a organização do trabalho.”

Gilberto Almazan, dos Metalúrgicos de Osasco

Gilberto Almazan, dos Metalúrgicos de Osasco

Por fim, o presidente do Sindicato da Saúde (SinSaúdeSP), Jefferson Caproni, e o vice-diretor Reinaldo Andrade participaram da mesa de abertura, reforçando a necessidade de organização coletiva e valorização dos trabalhadores. Caproni destacou o papel dos cipeiros e defendeu maior atuação do Ministério do Trabalho para garantir a proteção dos profissionais.

Jefferson Caproni e lideranças do SinSaúdeSP

Jefferson Caproni e lideranças do SinSaúdeSP

“Lutar todos os dias pela vida das pessoas, com compromisso, responsabilidade e dedicação coletiva.”

O Sindicato dos Borracheiros de São Paulo (SINTRABOR) levou uma delegação robusta ao Palácio do Trabalhador para participar do evento, reforçando o compromisso da categoria com a defesa da vida e de condições seguras de trabalho. Assim como o Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos, representado pelo diretor Elenildo Queiroz.

O Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis (Sinthoresp) também participou do evento, reforçando os debates e a luta pelo fim da exaustiva escala 6×1 e em defesa da saúde mental. Em suas redes, o Sinthoresp divulgou o evento e afirmou que “exige o cumprimento da nova NR-01 contra os riscos psicossociais no ambiente de trabalho e defende a atualização e a emissão correta da CAT”.

Sintrabor no Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho

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Palestras e desafios

Os especialistas convidados – Pedro Tourinho de Siqueira (ex-presidente da Fundacentro), Rodrigo Vaz (auditor-fiscal do trabalho) e Luã Kramer de Oliveira (consultor técnico) – destacaram avanços e desafios na área de saúde e segurança no trabalho, com ênfase na necessidade de garantir a efetividade das normas, ampliar a fiscalização e enfrentar problemas estruturais ainda presentes no ambiente laboral.

Foi apontado que, apesar dos avanços regulatórios, persistem dificuldades na aplicação prática das regras, o que compromete a proteção no chão de fábrica.

Evento no Palácio do Trabalhador reuniu especialistas e sindicalistas para debater prevenção, fiscalização e doenças ocupacionais

Evento no Palácio do Trabalhador reuniu especialistas e sindicalistas para debater prevenção, fiscalização e doenças ocupacionais

Também houve destaque para o caráter preventivo da fiscalização, essencial para evitar acidentes e preservar vidas, além do alerta sobre a subnotificação de doenças ocupacionais, que invisibiliza o problema e dificulta a formulação de políticas públicas.

Ao final, os participantes defenderam o fortalecimento das políticas públicas, a ampliação das ações de inspeção e o compromisso das empresas com a incorporação de uma cultura permanente de prevenção.

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