PUBLICADO EM 27 de mar de 2024
COMPARTILHAR COM:

Sindicatos debatem situação dos acordos da Nestlé no Brasil

O 1º Encontro Nacional da Nestlé para debater a situação dos acordos da empresa no Brasil aconteceu nesta terça-feira (26) na sede do STILASP, no Brás/SP

Sindicatos debatem situação dos acordos da Nestlé no BrasilEste encontro, que contou com a presença de dirigentes sindicais que representam a Nestlé em várias regiões do país, teve como objetivo debater a unificação nacional dos acordos coletivos de trabalho.

A Nestlé, uma das maiores empresas multinacionais no segmento de alimentos e bebidas, possui uma presença significativa no Brasil, espalhada por diversas regiões do país.

Isso significa que, embora todas as unidades façam parte do mesmo conglomerado, cada uma pode ter regras distintas de:

  • remuneração,
  • benefícios e
  • condições de trabalho

Tais condições podem ser negociadas localmente com os sindicatos da região na qual a unidade da empresa está sediada.

No entanto, por mais que isso pareça ser uma forma simplificada de fazer as coisas, gera imensos problemas.

Essas dificuldades afetam grandes grupos de trabalhadores causando situações, por exemplo, onde um grupo que executa uma determinada atividade ganhe muito mais que outro, de outra região, que executa a mesma atividade.

Desta forma, unificar os acordos coletivos de trabalho é garantir que os milhares de trabalhadores e trabalhadoras que hoje enriquecem a Nestlé tenham a oportunidade de serem reconhecidos de forma igualitária e justa por seu ótimo trabalho.

Unificar os acordos é simplificar o que a empresa hoje tornou complexo com o único objetivo de ampliar suas margens de lucro, extraindo mais esforço de sua mão de obra sem ter que remunera-los adequadamente por isso.

Os sindicatos sabem que a Nestlé tem um nome, mas não é uma entidade única, é um conjunto de operações diversificadas que estão espalhadas por todo o país, temos ciência também que mesmo com margens de lucros astronômicas, é frequente encontrar trabalhadores e trabalhadoras que são mal remunerados e, infelizmente, vivem em situação de abuso moral constante.

“A gente abre esse espaço para que todos nós, dirigentes, possamos conversar sobre o cenário atual e, na medida do possível, caminhar em direção a essa unificação. Não faz sentido manter da forma como está, nossa luta é essa e sabemos que temos o apoio dos trabalhadores que estão lá, neste momento, produzindo lucro para a empresa” – Carlos Oliveira (Presidente STILASP)

Leia também: Negociação salarial dos frentistas do Rio continua indefinida

ENVIE SEUS COMENTÁRIOS

QUENTINHAS