PUBLICADO EM 26 de jan de 2022
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Colunista Maria Rosângela Lopes

Três anos do maior acidente de trabalho do Brasil

Passados três anos os familiares dos 272 trabalhadores (as) mortos debaixo da lama da barragem B1 da Mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho ainda sentem a dor da perda e lutam para que os responsáveis possam ser punidos. Porém, essa luta pode estar longe de terminar caso o processo seja federalizado, ou seja, deixe a justiça do Estado de Minas Gerais e vá para a justiça Federal. Se isso ocorrer, o processo volta ao início.

Enquanto os passos do processo são leitos, os familiares sofrem dia a dia pela perda repentina dos seus entes queridos. Seis famílias ainda esperam a recuperação dos corpos por meio do trabalho dos bombeiros que não parou na região desde o rompimento.

A morte dos 272 trabalhadores (as) é o maior acidente de trabalho da história do país. Muitos foram atingidos pela lama enquanto almoçavam no refeitório e vários outros estavam em suas tarefas pela área da mineradora. Portanto, responsabilizar aos culpados é fazer justiça com os mortos e seus familiares, mas também um passo para evitar que novos desastres como este ocorram nos locais de trabalho.

Um dossiê divulgado pelo Ministério Público de Minas Gerais, neste mês, mostra que 18 das 31 estruturas de mineração em Minas Gerais precisam de medidas emergenciais. Fatos dessa magnitude indicam que ainda estamos longe de ter justiça e segurança para os trabalhadores.

Maria Rosângela Lopes
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Vale do Sapucaí (SINDVAS)
Secretária de assuntos raciais combate à discriminação da Força Sindical
Secretária de Relações Públicas CNTM – Maria Rosângela Lopes

As opiniões expostas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do Rádio Peão Brasil

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