PUBLICADO EM 03 de jan de 2021
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Colunista Miguel Torres

Levantados do chão

O Brasil começa 2021 sem auxílio emergencial, sem programa de proteção ao emprego e à renda, com o desemprego atingindo mais de 14 milhões de pessoas e o desalento chegando a mais de 5 milhões.

Diferente de outros países que incentivam a economia com dinheiro público, por aqui as nossas micro e pequenas empresas não conseguem do governo incentivo financeiro para alavancar seus negócios e gerar os postos de trabalho almejados.

O novo ano prossegue com a persistente pandemia, causando mais mortes e muita angústia e medo na grande maioria da população brasileira, totalmente perplexa com a falta de sensibilidade do governo e com o atraso da vacinação contra a covid-19.

Diante deste cenário difícil, devemos ter como prioridade as seguintes lutas:

1 – Lutar pela vida, pela continuidade das medidas de prevenção à covid-19 (máscara, higienização, álcool gel e distanciamento social) e pela vacinação urgente e em massa no País.

2 – Exigir o retorno do auxílio emergencial de R$ 600 mensais e crédito para as empresas geradoras de emprego.

3 – Solidariedade às pessoas socialmente mais vulneráveis, em risco social e passando fome.

Para o movimento sindical é também essencial ir ao Congresso Nacional, procurar os candidatos a presidente do Senado e da Câmara dos Deputados e debater com eles a nossa pauta trabalhista que continua sendo desenvolvimentista e de amplo alcance social para todo o Brasil.

Sem esquecer, é claro, de estarmos sempre atuantes com os trabalhadores e trabalhadoras nas empresas e fábricas, levantando a moral de todos os companheiros e companheiras e nos colocando, como sempre, prontos para lutar por seus direitos, benefícios e reivindicações, com experiência e inteligência para negociar e garantir novas conquistas.

Vamos em frente: a luta faz a lei!

Miguel Torres, presidente da Força Sindical, da CNTM e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes

As opiniões expostas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do Rádio Peão Brasil

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