PUBLICADO EM 20 de out de 2020
COMPARTILHAR COM:
Colunista Maria Euzilene Nogueira, Leninha

Justiça, ação social ou caridade?

Qual a diferença entre lutar por justiça social e fazer caridade? São duas ações importantes para quem as pratica, que podemos e devemos fazê-las.

Mas para o outro, para aquele que necessita, o que são?

A justiça social promove a ascensão do necessitado, da sua família e do meio em que ele vive.

A caridade alivia a necessidade momentânea dele, em alguns casos alcança a família, mas nunca por um longo tempo. Logo logo esta pessoa vai necessitar de outro caridoso.

A classe dominante tolera a caridade, exalta os caridosos, mas não tolera a justiça social nem tão pouco aceita as pessoas que lutam por ela.

Ao contrário, travam diariamente uma guerra contra as pessoas que lutam: hostilizando-as, criminalizando-as, trapaceando-as e, muitas vezes, banindo-as do seio da sociedade.

Os afortunados temem que o acesso de toda população a um trabalho digno, que promova minimamente dignidade a todas as pessoas, ofusquem seus status de “seres superiores”.

Estas pessoas se agarram em bens materiais e fazem de tudo para destruir as conquistas que são benéficas para o coletivo, usufrutos dos que mais precisam, espaços conquistados com muitas lutas.

Sabemos que as estâncias municipais, estatuais e federais nunca foram plenamente representativas do povo brasileiro, mas ao longo da história temos lutado para que lideranças políticas adeptas da justiça social ocupem estes espaços.

Por isto, precisamos eleger quem luta por justiça social, fazendo a escolha minuciosa, com muito cuidado.

Vamos exercer nosso papel de cidadã e cidadão, confrontando as falas dos políticos e dos partidos com suas ações para ver se de fato condizem.

Fazendo isso, estamos nos contrapondo aos grupos majoritários da sociedade, que se colocam a serviço e proteção dos mais ricos, daqueles que, assim que passarem as eleições, voltam a atacar os bens coletivos, pela preservação e o acúmulo de suas riquezas pessoais.

Nas eleições municipais de 15 de novembro, portanto, não devemos eleger vereadores e prefeitos de partidos que tiveram na sua maioria deputados votando a favor da terceirização, da redução dos investimentos sociais, da reforma trabalhista, da reforma da Previdência e demais ataques ao movimento sindical e aos direitos da classe trabalhadora.

O momento exige reflexão, maturidade, visão histórica, sensibilidade social e a escolha certa para o bem de nosso povo, tão sofrido e marginalizado. Participe das eleições e exerça seu direito conquistado de votar.

Maria Euzilene, a Leninha é diretora do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e co-candidata a vereadora, com Rodrigo da Bancada Trabalhista – 65888

ENVIE SEUS COMENTÁRIOS

QUENTINHAS