PUBLICADO EM 03 de jun de 2019
COMPARTILHAR COM:

Dia, hora, minuto

A greve tem que ser poderosa, afirmativa, abrangente, com paralisação nas grandes empresas fabris, nos transportes, no comércio (agora que os comerciários e seus sindicatos foram agredidos pelo decreto presidencial que libera desorganizadamente o trabalho aos domingos), nos canteiros de obras, nos bancos e em todos os setores produtivos relevantes. O Brasil tem que parar na sexta-feira, 14 de junho, demonstrando aos deputados e senadores a oposição da maioria à deforma que elimina as aposentadorias.

Todos os elogios devem ser feitos às direções estudantis da UNE e da UBES e de milhares de grêmios, DCEs, centros acadêmicos e movimentos pela brilhante vitória das manifestações do dia 30 de maio.

Souberam, com presciência, antecipar as necessidades da luta pela Educação e garantiram, com empenho, a pauta unitária. O estudantado, o professorado e a sociedade os apoiaram maciçamente e ordeiramente.

Trata-se agora de organizar de maneira duradoura e efetiva o impulso nobre fortalecendo cada vez mais a rede de instituições representativas para a continuidade do movimento.

As grosserias do ministro Estafilococo (Cacho de Uvas ou Weintraube) sempre auxiliaram com sua alucinada convocação da deduragem e a dança na chuva. A luta pela Educação, avançando, o colocará em seu devido lugar.

Do meu observatório sindical ressalto a participação unitária dos sindicatos nas manifestações do dia 30, apoiadores do empenho estudantil e aderentes à pauta educacional.

Na nova conjuntura criada pelo movimento torna-se muito relevante o esforço de fortalecer a unidade de ação, transferindo-se o centro das preocupações para o combate à deforma da Previdência e efetivação da greve geral do dia 14 de junho, sem abandono, é lógico, da pauta original pela Educação.

Essa é a grande tarefa do movimento sindical dos trabalhadores e de seus aliados.

A greve tem que ser poderosa, afirmativa, abrangente, com paralisação nas grandes empresas fabris, nos transportes, no comércio (agora que os comerciários e seus sindicatos foram agredidos pelo decreto presidencial que libera desorganizadamente o trabalho aos domingos), nos canteiros de obras, nos bancos e em todos os setores produtivos relevantes. O Brasil tem que parar na sexta-feira, 14 de junho, demonstrando aos deputados e senadores a oposição da maioria à deforma que elimina as aposentadorias.

A afirmação desse repúdio será um grande passo firme na contenção dos danos provocados pelo governo, contensão que já se manifestou na Educação e se espraiará por outras pautas, como a do meio ambiente, dos serviços públicos e da segurança.

Cada dia conta, cada hora conta, cada minuto conta.

João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical

ENVIE SEUS COMENTÁRIOS

QUENTINHAS