PUBLICADO EM 02 de mar de 2022

Derrotar Bolsonaro antes que ele acabe com o Brasil

Com os resultados divulgados pelo IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumulado em 12 meses se aproxima dos 11%. Maior alta desde fevereiro de 2016. O destaque se aplica ao aumento no preço dos alimentos e bebidas.

Os dados da pesquisa divulgada em 23/2/2022 tornam evidente que o governo Bolsonaro não possui projeto, nem interesse, para resolver o problema inflacionário que corrói a renda do trabalho e, menos ainda, dar solução ao alto desemprego que no Brasil vai se tornando endêmico (no sentido de que este se perpetua, nem diminui). Hoje, somente os ricos ganham.

O que tem aumentado são os empregos informais, na sua maioria precários e incertos, pois o prestador de serviço não possui garantia de continuidade do seu trabalho e, em regra, trabalha um numero de horas sempre insuficiente e de baixo valor remunerativo para a obtenção de uma renda que lhe ofereça condições de vida com dignidade.

Entretanto, são essas péssimas condições, geradas por modalidades de contratação tipo terceirização, trabalho por tempo parcial e ainda intermitente, que ganharam ares de panaceia na boca do empresariado e da mídia comercial, particularmente após a aprovação da Lei 13.467/2017, a famigerada reforma trabalhista.

Faz-se necessário que o distinto público, principalmente aquela parcela da classe que vive do trabalho, com renda até dois salários mínimos, observe com atenção esses dados da pesquisa do IBGE sobre o IPCA-15 e avalie a sua decisão eleitoral para outubro próximo, pois a permanecer este governo defensor dos interesses dos ricos sua situação tende a piorar.

Mudar o governo nas próximas eleições e trocar a maioria de deputados e senadores no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas que claramente advoga a favor do rentismo e de grupos econômicos destruidores do meio ambiente torna-se para nós uma obrigação. Já não se trata de simpatia por este ou aquele candidato, ou candidata, mas uma ação em defesa da vida, da dignidade humana e do planeta.

Essa gente hoje no poder tem patrocinado de modo intencional a destruição do meio ambiente, reduzido o acesso pelos pobres ao emprego à moradia, à comida, à saúde e a uma educação decentes. Pois para uma parcela considerável do povo brasileiro está restando osso, bandas de feijão, pé e carcaça de frango, além de abandono. Não é por acaso que 20 milhões de pessoas no Brasil estão novamente enfrentando o drama da fome. Situação a nossa ver insustentável.

José Raimundo de Oliveira é historiador, educador e ativista social.

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