
Representantes do STILASP entregam materiais informativos aos trabalhadores sobre o fim da escala 6×1 e a importância da redução da jornada de trabalho
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Laticínios e Alimentação de São Paulo (STILASP) intensifica sua atuação na defesa dos direitos e melhores condições de trabalho.
Além de orientar trabalhadores do Moinho Anaconda sobre o fim da escala 6×1, a entidade cobra justiça para funcionários do Frigorífico Cardeal prejudicados financeiramente.
As duas iniciativas reforçam o compromisso sindical com a informação, a fiscalização das relações trabalhistas e a garantia dos direitos conquistados pela organização coletiva da categoria.
Orientação sobre o fim da escala 6×1
No Moinho Anaconda, o STILASP distribuiu materiais informativos para esclarecer dúvidas sobre as mudanças na jornada de trabalho e orientar os empregados sobre seus direitos trabalhistas.
Durante a mobilização, o sindicato destacou questões relacionadas aos prazos de implementação, à reorganização das escalas e aos impactos das mudanças na rotina dos trabalhadores envolvidos.
Além disso, a entidade ressaltou que a redução da jornada representa um avanço para garantir descanso, convivência familiar e melhores condições de saúde aos trabalhadores brasileiros.

STILASP intensifica a luta em defesa dos trabalhadores do Frigorífico Cardeal e cobra justiça, cumprimento dos acordos judiciais e pagamento dos direitos trabalhistas
O sindicato também reafirmou seu compromisso de acompanhar a implementação das mudanças, fiscalizar as condições de trabalho e impedir possíveis prejuízos aos direitos da categoria.
STILASP cobra justiça para trabalhadores do Frigorífico Cardeal
Paralelamente, o STILASP mantém sua atuação em defesa dos trabalhadores do Frigorífico Cardeal, que enfrentam dificuldades para receber salários, verbas rescisórias e outros direitos trabalhistas.
Desde 2022, o sindicato acompanha a crise da empresa, inicialmente marcada por atrasos nos benefícios e posteriormente agravada pelo descumprimento de obrigações salariais e trabalhistas.
Em 2024, os problemas aumentaram, levando trabalhadores a buscar a Justiça para garantir pagamentos atrasados, depósitos do FGTS e a regularização de seus direitos contratuais.
Por meio de negociações e medidas judiciais, o STILASP conseguiu encaminhar 67 casos, possibilitando acordos e a liberação de documentos necessários ao acesso ao seguro-desemprego.
Entretanto, segundo o sindicato, a empresa interrompeu pagamentos previstos nos acordos judiciais, deixando dezenas de trabalhadores sem receber integralmente os valores reconhecidos pela Justiça trabalhista.
Além dos atrasos, a entidade denuncia possíveis irregularidades envolvendo ocultação patrimonial, relações entre empresas e procedimentos relacionados à recuperação judicial, que precisam ser devidamente investigados.
Conforme estimativas apresentadas pelos trabalhadores, as dívidas trabalhistas podem alcançar aproximadamente R$ 5 milhões, considerando juros e outros valores acumulados durante o período de inadimplência.
Diante desse cenário, o STILASP exige providências urgentes do Ministério Público e das autoridades competentes para investigar denúncias, identificar responsabilidades e assegurar o pagamento das dívidas.
A entidade também defende medidas para preservar o patrimônio que possa garantir os créditos trabalhistas, evitando que novas movimentações comprometam o recebimento dos valores devidos.
Por fim, o sindicato reafirma que continuará acompanhando os processos judiciais, cobrando respostas e defendendo os trabalhadores até que seus direitos sejam efetivamente respeitados pelas empresas.


