PUBLICADO EM 04 de set de 2018
COMPARTILHAR COM:
Colunista Ricardo Flaitt

Sem Lula e sob o risco do extremismo, Ciro avança na disputa presidencial

Praticamente um mês das eleições, com Lula retirado da disputa, Ciro Gomes vem crescendo em diversos segmentos sociais. Segundo pesquisa da BTG Pactual, divulgada segunda-feira (3), o pedetista já ocupa o segundo lugar na corrida presidencial, atrás de Bolsonaro, que cresceu ainda mais depois do palanque em que se transformou sua entrevista no Jornal Nacional dia 28 de agosto.

Como o poder de transferência de votos de Lula a Haddad é uma incógnita, Ciro vem convergindo parte do eleitorado da esquerda, que estava fechada com o “lulismo”, mas não necessariamente com o petismo. Ao que parece, muitos desses eleitores, órfãos de Lula (que atinge 39% das intenções de voto), começaram a pensar em Ciro como alternativa para enfrentar um embate contra Bolsonaro no segundo turno.

Conforme indica a pesquisa, os votos de Lula se espalhariam entre Marina, Haddad e Ciro, que herdariam 15% cada. Bolsonaro e Alckmin, 8%. Álvaro, Meirelles e Boulos, 1%. Ainda que haja que um empate na transferência, Ciro parece surgir com mais força, pois transita bem entre os campos da direita e da esquerda.

Na direita, com seu principal candidato, Geraldo Alckmin, patinando nas pesquisas, e outros na penumbra das estatísticas, Ciro surge como alternativa entre o PSDB e o PT para enfrentar o radicalismo-oco de Bolsonaro, em que grandes segmentos da esquerda e direita veem como um caminho caótico para o país.

Devido à acirrada rixa que se formou entre PT e PSDB nas últimas eleições, muito dificilmente eleitores de tais partidos assumem que poderão votar no partido “rival”. Mas, quando o assunto é evitar que o extremismo de Bolsonaro (que renega a política fazendo política) lidere uma nação de 207,7 milhões de habitantes, com graves problemas econômicos e sociais, existe até mesmo a possibilidade de PT e PSDB se unirem.

Ciro ainda tem essa vantagem. No campo ideológico, ele se posiciona fora do eixo “coxinhas versus mortadelas”, com propostas que não polarizam, não segmentam a sociedade, e que aponta para a melhoria da vida dos mais necessitados, garantindo um patamar civilizatório, sem recair no assistencialismo e, concomitante, o desenvolvimento dos setores produtivos, também sem permitir o assistencialismo do Estado.

Em outras palavras, o pedetista, em suas diversas explanações, deixa claro que não defende o Estado Mínimo, nem o “Estado Máximo”.

Com setores influentes da mídia e do mercado segurando as fichas para apostar definitivamente em Alckmin e colocando mira em qualquer iniciativa petista, Ciro surge com força nesta no tabuleiro eleitoral, avançando uma casa na disputa.

Sob o contexto do risco de um lunático ocupar a presidência, os desgastes de PT e PSDB, Ciro cresce como uma terceira via.

Ricardo Flaitt é jornalista, assessor de imprensa do Sindicato Nacional dos Aposentados

ENVIE SEUS COMENTÁRIOS

  • josinaldo José de Barros

    parabéns alemão,bela avaliação e contribuição para os indecisos,Ciro 12 é o melhor caminho nesse moumento.

  • José Nilton

    Ciro Gomes com certeza é o candidato que renova a esperança de nós Brasileiros.
    Vamos de 12 vamos de Ciro Gomes

QUENTINHAS