PUBLICADO EM 17 de mar de 2026

Centrais protestam contra juros altos diante do Banco Central

Centrais sindicais realizam ato em frente ao Banco Central, em São Paulo, e pressionam o Copom pela redução da taxa Selic de 15% ao ano

Centrais protestam contra juros altos diante do Banco Central

Centrais protestam contra juros altos diante do Banco Central – Foto: Arquivo

Dirigentes e militantes das centrais sindicais realizaram, nesta terça-feira (17), manifestação em frente ao Banco Central, em SP, para exigir redução imediata da taxa Selic. O ato também contou com a participação de representantes da UNE (União Nacional dos Estudantes).

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O protesto ocorreu no dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom), iniciou a reunião que decidirá a nova taxa básica de juros que hoje está 15,00% ao ano, o maior nível em 20 anos.

Durante o ato, representantes das centrais sindicais denunciaram os impactos da política de juros elevados sobre crescimento econômico, investimentos produtivos e geração de empregos no Brasil.

Pressionar por mudanças

Geraldino: Com mais investimento e consumo, a economia cresce e os trabalhadores conquistam oportunidades

Geraldino Santos Silva, secretário de Relações Sindicais da Força Sindical, destacou a importância da mobilização permanente das centrais.

“Precisamos pressionar por mudanças na política econômica e garantir crescimento com distribuição de renda”, afirmou. Segundo ele, a redução da taxa de juros é fundamental para fortalecer o mercado interno. “Com mais investimento e consumo, a economia cresce e os trabalhadores conquistam oportunidades”.

Na mesma linha, Adriano Lateri, vice-presidente da Força Sindical São Paulo, criticou a manutenção da taxa Selic em patamares elevados:

“Manter a Selic nesse patamar significa frear a economia, dificultar investimentos e comprometer a geração de empregos no país”, disse. Para ele, a mobilização das centrais é essencial para pressionar por mudanças. “Precisamos de juros mais baixos para fortalecer a indústria, estimular a produção e ampliar oportunidades”.

Antonio Neto, da direção executiva da CUT, também defendeu a redução da Selic como condição para o crescimento econômico e o estímulo aos investimentos produtivos.

“Precisamos deixar claro que o Brasil necessita de um programa consistente de desenvolvimento. Com crescimento econômico, teremos mais investimentos, mais produção e mais empregos para os trabalhadores”, afirmou.

O presidente da CTB-SP, Renê Vicente, alertou para os impactos diretos da política de juros elevados sobre a população. “Juros altos penalizam trabalhadores e ampliam desigualdades”, disse. Ele também destacou os efeitos sociais do crédito caro:

“Quando o crédito encarece, o consumo cai e os mais pobres sentem primeiro”.

Josimar Andrade, dirigente da UGT, reforçou que o país convive com uma das maiores taxas de juros do mundo. “Nossa luta é reduzir essa taxa”, afirmou. Para ele, a política monetária precisa estar alinhada ao desenvolvimento nacional:

“Nenhum país cresce mantendo uma das maiores taxas de juros”.

Já Luiz Gonçalves (Luizinho), presidente da Nova Central-SP, ressaltou os impactos sobre a indústria.

“É um absurdo manter essa taxa”, criticou. Segundo ele, o crédito caro compromete a produção. “Sem financiamento acessível, empresas deixam de produzir, investir e gerar empregos”.

Ao final da manifestação, os participantes reforçaram a pressão sobre o Banco Central e encerraram o ato com palavras de ordem pela redução imediata da taxa de juros.

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