
Centrais protestam contra juros altos diante do Banco Central – Foto: Arquivo
Dirigentes e militantes das centrais sindicais realizaram, nesta terça-feira (17), manifestação em frente ao Banco Central, em SP, para exigir redução imediata da taxa Selic. O ato também contou com a participação de representantes da UNE (União Nacional dos Estudantes).
O protesto ocorreu um dia antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decidirá a nova taxa básica de juros que hoje está em 15%.
Durante o ato, representantes das centrais sindicais denunciaram os impactos da política de juros elevados sobre crescimento econômico, investimentos produtivos e geração de empregos no Brasil.
Declarações dos dirigentes:
Geraldino Santos Silva, Secretário de Relações Sindicais, destacou a importância da mobilização permanente das centrais sindicais.
“Precisamos pressionar por mudanças na política econômica e garantir crescimento com distribuição de renda”.
De acordo com Geraldino, reduzir a taxa de juros fortalece o mercado interno.
“Com mais investimento e consumo, a economia cresce e os trabalhadores conquistam oportunidades”.
Antonio Neto, da direção executiva da CUT, cobrou redução da taxa Selic como forma de fortalecer o crescimento econômico e estimular investimentos produtivos. De acordo com ele, o país precisa de uma política econômica voltada ao desenvolvimento.
“Precisamos deixar claro que o Brasil necessita de um programa consistente de desenvolvimento. Com crescimento econômico, teremos mais investimentos, mais produção e mais empregos para os trabalhadores”, afirmou Antonio Neto.
Além disso, Renan, dirigente da CTB, alertou que a taxa elevada afeta diretamente a população.
“Juros altos penalizam trabalhadores e ampliam desigualdades”.
Renan também criticou os efeitos sociais da política monetária restritiva.
“Quando o crédito encarece, o consumo cai e os mais pobres sentem primeiro”.
Por sua vez, Josimar, da UGT, afirmou que o Brasil convive com juros extremamente elevados.
“Nossa luta é reduzir essa taxa”.
Ele reforçou que a política de juros precisa considerar o desenvolvimento nacional.
“Nenhum país cresce mantendo uma das maiores taxas de juros”.
Já Luizinho, da Nova Central, afirmou que os juros elevados prejudicam a indústria nacional e dificultam a produção.
“É um absurdo manter essa taxa”.
De acordo com Luizinho, a indústria sofre diretamente com crédito caro.
“Sem financiamento acessível, empresas deixam de produzir, investir e gerar empregos”.
Ao final da manifestação, os participantes reforçaram a pressão sobre o Banco Central e encerraram o ato com palavras de ordem exigindo redução imediata.



