PUBLICADO EM 23 de set de 2026

Químicos entregam pauta à Fiesp e iniciam negociações

FEQUIMFAR e FETQUIM entregam pautas à Fiesp e reivindicam aumento real, valorização dos benefícios e redução da jornada de trabalho

Químicos entregam pauta à Fiesp e iniciam negociações

Trabalhadores dos setores químico, plástico e de fertilizantes iniciaram a Campanha Salarial 2026/2027 com a entrega das pautas de reivindicações ao setor patronal paulista.

Nesta terça-feira (22), FEQUIMFAR/Força Sindical e FETQUIM/CUT, juntamente com sindicatos filiados, apresentaram suas propostas aos representantes do Grupo CEAG-10 da Fiesp, em São Paulo.

Novamente, as federações uniram forças durante a entrega, fortalecendo a mobilização conjunta dos trabalhadores paulistas, cuja data-base da categoria ocorre em 1º de novembro.

Além disso, as entidades defendem aumento real, valorização dos pisos, melhores benefícios, redução da jornada, manutenção dos direitos conquistados e avanços na Convenção Coletiva.

O presidente da FEQUIMFAR e vice-presidente da Força Sindical, Sergio Luiz Leite, Serginho, destacou a importância da mobilização conjunta das entidades sindicais nesta campanha.

“Nossa luta é por aumento real nos salários, valorização do piso, da PLR, do cartão-alimentação e manutenção de direitos conquistados em Convenção Coletiva de Trabalho.”

Principais reivindicações dos Químicos da Força

  • Reajuste salarial: aumento real de 3% mais reposição integral da inflação medida pelo INPC entre novembro de 2025 e outubro de 2026;
  • Piso salarial: R$ 2.800;
  • PLR: valor correspondente a dois pisos salariais;
  • Cesta básica ou cartão-alimentação: R$ 350;
  • Redução da jornada de trabalho, sem redução salarial;
  • Igualdade salarial entre mulheres e homens, conforme a Lei 14.611/2023;
  • Prevenção ao feminicídio e enfrentamento à violência contra a mulher.

Atualmente, a FEQUIMFAR trabalha com estimativa de 4,31% para o INPC acumulado. Entretanto, o índice definitivo dependerá da divulgação oficial referente ao mês de outubro.

Por sua vez, a FETQUIM apresentou pauta com reivindicações econômicas próprias, incluindo piso salarial de R$ 3 mil e reajuste pelo INPC mais 5% reais.

A federação também reivindica PLR equivalente a dois pisos, cesta básica ou vale-alimentação mínimo de R$ 915 e melhorias nas condições de trabalho da categoria.

Além disso, a pauta da FETQUIM reivindica o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho, preservando integralmente os salários dos trabalhadores.

Patronal fala em dificuldades

Durante a entrega, o representante do CEAG-10, José Roberto Squinello, apontou dificuldades enfrentadas pelas empresas, como custos das importações de insumos, hibernação de plantas e lay-offs.

Segundo a FETQUIM, Squinello argumentou que esse cenário poderá dificultar a concessão de aumento real durante as negociações da Campanha Salarial dos Químicos deste ano.

Entretanto, Joel Souza, coordenador político da FETQUIM, afirmou que outras categorias vêm conquistando ganhos acima da inflação e defendeu resultado semelhante para os trabalhadores químicos.

José Evandro, presidente do Sindicato dos Químicos do ABC, também defendeu aumento real e apresentou indicadores sobre o desempenho recente do emprego no setor químico brasileiro.

Segundo levantamento DIEESE/FETQUIM citado pelo dirigente, as contratações químicas cresceram 10,1% no Brasil entre 2022 e 2025 e avançaram 10,3% no Estado paulista.

Já Hélio Rodrigues, presidente do Sindicato dos Químicos de São Paulo, destacou a importância da maturidade nas negociações, mesmo diante de divergências, mobilizações, paralisações ou greves.

Agora, sindicatos e federações acompanharão as próximas rodadas com o CEAG-10, buscando avanços econômicos, melhores condições de trabalho e ampliação das conquistas da Convenção Coletiva.

Leia também: FETIASP e sindicatos fecham acordo nos laticínios

FETIASP e sindicatos fecham acordo nos laticínios

ENVIE SEUS COMENTÁRIOS

COLUNISTAS

QUENTINHAS