PUBLICADO EM 25 de out de 2019
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Polícia militar reprime protesto dos estivadores de Santos

Estivadores realizaram na manhã desta sexta-feira (25) um protesto no Porto de Santos. O trabalhadores ocuparam um navio e paralisaram as operações em um dos terminais do Porto. Polícia militar, do governador João Doria, que nem poderia estar lá, agiu de forma truculenta contra os trabalhadores. “Nem ali poderia estar, pois esta é uma área de responsabilidade federal”, afirma Nei da Estiva.

O presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos (Sindiestiva), Rodnei Oliveira da Silva (Nei da Estiva), informou, através de uma nota publicada nas redes sociais, que a empresa ProPorto comunicou, na quarta-feira (23), a chegada de um navio para descarga de automóveis através de uma requisição, a qual momentos depois foi cancelada.

https://www.facebook.com/CentralSindical/videos/406824190255301/

 

Nei explica que os trabalhadores teriam sido contratados sem acordo coletivo de trabalho e não usavam equipamento de proteção. Nei diz que enviou um ofício à empresa solicitando uma reunião para negociação. Porém, ainda segundo ele, o Ecoporto não teria aceitado conversar com os estivadores. “Eles não querem sentar na mesa, querem imposição. Tem que sentar na mesa e negociar. Não temos acordo de vínculo empregatício. Temos acordo de avulso. Se quiser operar o navio, requisita a nossa mão de obra avulsa. O navio está parado e ficará parado se não requisitarem a nossa mão de obra avulsa”, afirmou Nei.

O sindicalista diz ainda que, após diversas tentativas de contato através de ofícios enviados a empresa, buscando uma mesa de negociação, a direção e os trabalhadores do Sindestiva decidiram ir para frente do Terminal, onde verificaram que estavam prestes a iniciar a operação sem a empesa Proporto ter nenhum tipo de vínculo de estivadores ou com o Sindicato, o qual só poderia requisitar mão de obra avulsa a bordo, sendo que o acordo firmado com a empresa Ecoporto é de 100% avulsos.

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Nei da Estiva alerta que os policias militares nem poderia estar dentro da embarcação – Republica Grand Haburgo pois, segundo o sindicalista esta é uma área de responsabilidade federal. “Além de agir de forma truculenta e usar de força excessiva os policiais nem poderia estar ali”, lamenta Nei.

Ainda no relato, Nei conta que na manhã de quinta-feira (24) foi realizado a descarga dos veículos, não respeitando a Lei 12815/13 (Lei dos Portos), pois praticaram a operação sem nunca ter existido um acordo coletivo de vínculo na última década. “O Sindicato, através do seu corpo jurídico, tomará as providências legais contra as empresas PROPORTO e Ecoporto”, afirma o sindicalista.

Miguel Torres, presidente da Força Sindical, ressalta que houve violência por parte da polícia durante a intervenção contra os trabalhadores. “Não podemos permitir que o poder público reaja de forma agressiva ao protesto pacífico dos trabalhadores que estão apenas lutando pelo seu direito de trabalhar”.

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Com informações do jornal A Tribuna e G1

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  • Meus direitos

    Pau mandado

  • Wilson vitalino

    Os estivadores estão certos brigando por seus direitos e a policia não tem competência para atuar no navio e no porto. É da federal essa situação. Dá pra ver que tem política na área e influencia do chefe portuário com o comandante da policia pois os dois são cargos do governador

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