PUBLICADO EM 26 de ago de 2025

Negociação dos frentistas do RJ segue sem acordo salarial

Frentistas do RJ discutiram reajuste em assembleia, mas negociação terminou sem acordo. Sindicato defendeu 7,5% de aumento e mais benefícios para a categoria

Frentistas do estado do Rio lutam por aumento real nos salários

Negociação dos frentistas do RJ segue sem acordo salarial

Sete mil trabalhadores de postos e lojas de conveniência do Rio de Janeiro discutiram em assembleia, no dia 31 de agosto, os rumos da negociação salarial.

A assembleia ocorreu um dia antes da nova rodada de negociação, marcada para 1º de setembro, reforçando a expectativa da categoria por avanços concretos.

A comissão de negociação do Sinpospetro-RJ reivindicou 7,5% de aumento salarial, vale-alimentação de R$ 613,12, abono salarial e gratuidade no vale-transporte.

Em contrapartida, o Sindicato Patronal ofereceu 5,7% de reajuste sobre as cláusulas econômicas e a ampliação da pré-aposentadoria de 12 para 18 meses.

No entanto, os patrões rejeitaram a criação da função “frentista-caixa”, ponto considerado essencial pelo sindicato para garantir direitos trabalhistas da categoria.

O presidente Eusébio Pinto Neto afirmou que esteve disposto a negociar, mas ressaltou que não abriu mão de buscar avanços para os frentistas.

De acordo ele, o cenário de pleno emprego no país não permitia aceitar aumento inferior ao proposto, sob risco de reduzir o piso salarial no futuro.

O dirigente destacou que a política de valorização do salário mínimo, aplicada pelo governo Lula, reforçava a necessidade de um reajuste digno.

Um estudo do DIEESE revelou que o consumo de gasolina subiu 6% entre janeiro e junho, enquanto o número de postos cresceu desde 2020.

O sindicato realizou a assembleia no sítio Mazaropi, em Duque de Caxias, e transmitiu o encontro ao vivo pelo Instagram para ampliar a participação.

Eusébio convocou diretamente os trabalhadores da região e destacou que a união com o sindicato fortalecia a luta por salários e benefícios melhores.

Ele garantiu que a data-base estava preservada e assegurou o pagamento retroativo a 1º de junho de tudo que a negociação coletiva definisse.

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