PUBLICADO EM 24 de fev de 2026

Metalúrgicos de Curitiba e Região: após 28 dias, greve na Brose continua

Greve na Brose chega a 28 dias em São José dos Pinhais. Metalúrgicos mantêm mobilização, cobram diálogo, melhores salários, benefícios e respeito coletivo

Greve na Brose completa 28 dias por melhores condições

Greve na Brose completa 28 dias por melhores condições

Os metalúrgicos da fábrica Brose, em São José dos Pinhais (Paraná), completaram 28 dias de greve nesta terça-feira.

A manutenção da greve foi decidida em assembleia no sábado (21), quando os trabalhadores autorizaram o Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região (SMC) a pedir dissídio coletivo ao Tribunal Regional do Trabalho para mediação institucional. A greve foi iniciada em janeiro e persiste pela falta de diálogo da empresa com o Sindicato, buscando acordo coletivo justo para cerca de 300 trabalhadores metalúrgicos.

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Eles estão mobilizados por:

  • melhores salários;
  • condições dignas;
  • diálogo efetivo coletivo;

E contra:

  • práticas antissindicais;
  • assédio;
  • contratação irregular e;
  • contra uso indevido da Polícia Militar (reforçando a legitimidade da luta coletiva dos trabalhadores).

A decisão de sábado foi comunicada nas entradas dos turnos, com dirigentes do Sindicato dialogando às 5h e às 14h com trabalhadores da fábrica.

Unidade dos trabalhadores

O presidente Sérgio Butka destacou unidade dos trabalhadores, criticou irregularidades patronais e afirmou que, no Paraná, empresas precisam negociar diretamente com o Sindicato representativo estadual.

Em suas redes sociais, o presidente da Força Sindical e da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), Miguel Torres, declarou apoio à greve. Ele disse:

Companheiros e companheiras.

A GREVE NA BROSE, multinacional de autopeças localizada em São José dos Pinhais, COMPLETA 28 DIAS COM TRABALHADORES MOBILIZADOS POR MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO, Melhoria salarial e benefícios.

Nós apoiamos totalmente esse movimento grevista, os 300 trabalhadores da empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, presidido pelo companheiro Butka, que lidera a mobilização.

E repudiamos a postura antissindical da Brose que não dialoga e se nega a negociar um acordo coletivo de trabalho.

Repudiamos também a tentativa de a empresa utilizar e jogar a Polícia Militar contra os trabalhadores para tentar desmobilizar o movimento.

Segundo informações do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, a Brose tem se utilizado de assédio e demais práticas ilegais, como a contratação de temporários. Realmente é “uma vergonha para uma multinacional desse porte”.

Vale acrescentar que os trabalhadores e trabalhadoras, além de decidirem manter a greve, também autorizaram o Sindicato a entrar com pedido de dissídio coletivo junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para mediação de uma mesa de negociação.

Parabéns pela unidade!
Contem com o nosso apoio.
Sou Miguel Torres.

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