
Greve na Brose completa 28 dias por melhores condições
Os metalúrgicos da fábrica Brose, em São José dos Pinhais (Paraná), completaram 28 dias de greve nesta terça-feira.
A manutenção da greve foi decidida em assembleia no sábado (21), quando os trabalhadores autorizaram o Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região (SMC) a pedir dissídio coletivo ao Tribunal Regional do Trabalho para mediação institucional. A greve foi iniciada em janeiro e persiste pela falta de diálogo da empresa com o Sindicato, buscando acordo coletivo justo para cerca de 300 trabalhadores metalúrgicos.
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Eles estão mobilizados por:
- melhores salários;
- condições dignas;
- diálogo efetivo coletivo;
E contra:
- práticas antissindicais;
- assédio;
- contratação irregular e;
- contra uso indevido da Polícia Militar (reforçando a legitimidade da luta coletiva dos trabalhadores).
A decisão de sábado foi comunicada nas entradas dos turnos, com dirigentes do Sindicato dialogando às 5h e às 14h com trabalhadores da fábrica.
Unidade dos trabalhadores
O presidente Sérgio Butka destacou unidade dos trabalhadores, criticou irregularidades patronais e afirmou que, no Paraná, empresas precisam negociar diretamente com o Sindicato representativo estadual.
Em suas redes sociais, o presidente da Força Sindical e da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), Miguel Torres, declarou apoio à greve. Ele disse:
Companheiros e companheiras.
A GREVE NA BROSE, multinacional de autopeças localizada em São José dos Pinhais, COMPLETA 28 DIAS COM TRABALHADORES MOBILIZADOS POR MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO, Melhoria salarial e benefícios.
Nós apoiamos totalmente esse movimento grevista, os 300 trabalhadores da empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, presidido pelo companheiro Butka, que lidera a mobilização.
E repudiamos a postura antissindical da Brose que não dialoga e se nega a negociar um acordo coletivo de trabalho.
Repudiamos também a tentativa de a empresa utilizar e jogar a Polícia Militar contra os trabalhadores para tentar desmobilizar o movimento.
Segundo informações do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, a Brose tem se utilizado de assédio e demais práticas ilegais, como a contratação de temporários. Realmente é “uma vergonha para uma multinacional desse porte”.
Vale acrescentar que os trabalhadores e trabalhadoras, além de decidirem manter a greve, também autorizaram o Sindicato a entrar com pedido de dissídio coletivo junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para mediação de uma mesa de negociação.
Parabéns pela unidade!
Contem com o nosso apoio.
Sou Miguel Torres.
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