
Março Mulher traz reflexão e luta pelos direitos das mulheres em evento marcante em São Paulo. Saiba mais sobre essa memória.
No último domingo (1º/03), o SINTETEL participou do ato Memorial pela Vida das Mulheres, promovido pelo Ministério das Mulheres, em São Paulo. A iniciativa integrou as ações do mês dedicado às lutas femininas e reafirmou o compromisso coletivo com a dignidade, os direitos e o enfrentamento à violência de gênero.
Leia também:
Fitiasp participa da ato pelo fim da violência contra mulher
Na ocasião, foi realizado um painel em homenagem a Tainara Souza Santos — atropelada e arrastada por mais de um quilômetro na Marginal Tietê pelo ex-companheiro, submetida a pelo menos cinco cirurgias e falecida em 24 de dezembro — e a todas as vítimas de feminicídio no país.
Além da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participaram do evento as ministras Marina Silva e Sonia Guajajara, bem como o ministro Paulo Teixeira.
A ação ocorreu na Avenida Tenente Amaro Felicíssimo da Silveira, 55, no Parque Novo Mundo, e contou com uma caminhada que reuniu representantes do movimento sindical, movimentos sociais, coletivos feministas e integrantes da sociedade civil.
O objetivo foi transformar o espaço público em um local de memória, reflexão e mobilização social, reforçando a mensagem de que nenhuma forma de violência contra a mulher pode ser naturalizada.
O SINTETEL esteve representado pela secretária da Mulher, Maria Edna Medeiros, e pela diretora-secretária, Cristiane do Nascimento, que, junto às demais companheiras, reafirmaram o compromisso da entidade com a defesa da vida das mulheres e o enfrentamento à violência de gênero.
Para Maria Edna, a presença das entidades sindicais reforça o papel do movimento sindical na defesa dos direitos das mulheres trabalhadoras. “O evento é um marco importantíssimo para fortalecer a luta das mulheres contra essa pandemia de violência que vivemos no dia a dia. Estamos cansadas de morte e violência. Queremos igualdade, liberdade e viver livres da violência”, afirmou.
Cristiane do Nascimento destacou a necessidade de medidas mais eficazes no combate ao feminicídio. Segundo ela, a concessão isolada de medida protetiva não tem sido suficiente. Por isso, defende a adoção de tornozeleiras eletrônicas com monitoramento duplo, que permitam à vítima acionar rapidamente a polícia, com ativação simultânea à concessão da medida protetiva.
“Precisamos usar a tecnologia em defesa das mulheres”, afirmou a dirigente, autora do projeto que propõe o uso de tornozeleiras eletrônicas pelos agressores.
Durante o evento, Cristiane também dialogou com a ministra das Mulheres sobre a proposta. De acordo com a ministra, o projeto está em discussão nos ministérios e em análise no âmbito do Governo Federal.
Para o SINTETEL, o combate à violência de gênero exige investimento em educação, promoção da autonomia financeira das mulheres e fortalecimento de políticas públicas articuladas. Ao levar arte e memória às ruas, o ato representou um gesto de resistência e esperança, reafirmando a importância da vida e a necessidade de avançar na construção de uma sociedade livre do feminicídio.
Leia também:
Fecomerciários intensifica ações para o Dia da Mulher
Fecomerciários intensifica ações pelo Dia Internacional da Mulher



