
A Cacau Show enfrenta críticas por sua postura antissindical nas negociações salariais, refletindo a luta dos trabalhadores.
As negociações salariais no setor de Cacau e Balas voltaram a evidenciar a postura antissindical da Cacau Show. Após três rodadas, o sindicato patronal insiste em apresentar propostas consideradas vergonhosas pelos trabalhadores, sem avanços reais, mantendo o histórico de dificultar acordos e de desrespeitar a categoria.
Segundo a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de São Paulo (FITIASP), ano após ano o cenário se repete: conversas emperradas, intransigência e, agora, ataques diretos à mobilização.
Intimidação e repressão
Na terça-feira (12), a FITIASP e sindicatos filiados realizaram assembleia em frente à unidade da Cacau Show para apresentar aos trabalhadores a proposta patronal. O ato, porém, foi marcado por graves tentativas de intimidação.
De acordo com a federação, a empresa manteve funcionários do 3º turno além do horário e chegou a trancar trabalhadores dentro de ônibus fretados para impedir a participação. Também teria acionado a polícia numa tentativa de enfraquecer o direito à organização sindical.
O presidente da FITIASP, Paulão, criticou duramente a postura da companhia:
“Não vamos aceitar que empresas que lucram milhões tentem calar a voz dos trabalhadores. Essa prática de intimidação é covarde e mostra que a Cacau Show teme a união da categoria”, afirmou.
Apoio coletivo
A assembleia contou com forte presença de centrais sindicais, movimentos sociais e sindicatos filiados à FITIASP, reforçando que a mobilização é coletiva e que, diante de qualquer tentativa de repressão, a resposta será ainda mais firme.
Histórico de conflitos
A Cacau Show já foi alvo de denúncias na imprensa sobre más condições de trabalho e práticas abusivas contra funcionários. O histórico de conflitos com o movimento sindical, segundo a FITIASP, reforça a necessidade de ampliar a mobilização e fortalecer a sindicalização no setor.
A federação agradeceu o apoio dos sindicatos filiados e reafirmou seu compromisso com a categoria: “Não recuaremos diante das manobras patronais. A defesa da dignidade e dos direitos dos trabalhadores está e continuará no centro da nossa luta.”
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