PUBLICADO EM 02 de mar de 2026

FITIASP na Luta: mobilização no Brás pelo Fim da Violência e por Direitos Reais

A FITIASP na Luta contra a violência. Conheça a mobilização pelo fim do feminicídio e pelos direitos das mulheres trabalhadoras

Na manhã desta segunda-feira (2), a FITIASP marcou presença em uma importante ação estratégica coordenada pelo Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT-CS).

Às 06h30, no Largo da Concórdia, militantes se uniram para distribuir o informativo unificado que orienta sobre o combate ao feminicídio e à prevenção da violência contra a mulher.

A FITIASP parabeniza e agradece a mobilização de cada companheira e reforça que a luta deve seguir em fábricas e trabalho para garantir segurança.

FITIASP na Luta: mobilização no Brás pelo Fim da Violência e por Direitos Reais

FITIASP na Luta: mobilização no Brás pelo Fim da Violência e por Direitos Reais

Os dados do informativo reforçam a urgência da pauta: no Brasil, uma mulher sofre feminicídio a cada seis horas, e 63% das vítimas são negras.

Além disso, três em cada dez brasileiras já sofreram violência doméstica, e, no país, uma mulher ou menina é vítima de violência sexual a cada seis minutos.

A cada 24 horas, as autoridades registram 113 denúncias de importunação sexual, o que torna a conscientização e o apoio mútuo ferramentas indispensáveis de resistência.

Redução da Jornada e Fim da 6×1

A mobilização também deu destaque a pautas centrais para a autonomia e saúde das trabalhadoras. Entre elas, o cumprimento da Lei nº 14.611/2023, que garante a igualdade salarial obrigatória entre homens e mulheres.
A mobilização pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho destacou como essencial reduzir a sobrecarga física e mental feminina.
Outro ponto fundamental defendido foi a Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), que estabelece o cuidado como responsabilidade compartilhada entre Estado, sociedade e famílias.

A dirigente da FITIASP, Elaine Akemi, que participou ativamente da ação, deixou uma mensagem de impacto sobre a importância do evento:

“Nossa mobilização hoje aqui no Largo da Concórdia é apenas o começo de uma jornada que não se limita ao 8 de março. Estamos nas ruas às 06h30 da manhã para dizer que a vida das trabalhadoras importa e que não aceitaremos menos que igualdade e respeito absoluto. Levar esse informativo adiante é levar esperança e ferramentas de defesa para quem está no chão de fábrica. A FITIASP seguirá firme nessa trincheira, combatendo o feminicídio e exigindo que a igualdade salarial e o fim da escala 6×1 sejam direitos reais para cada uma de nós!”
Para denúncias e ajuda, as trabalhadoras devem utilizar a Central de Atendimento à Mulher pelo Ligue 180 ou a Polícia Militar pelo Ligue 190 em casos de emergência.
As Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) também oferecem apoio às mulheres.

COLUNISTAS

QUENTINHAS